O acordo para a votação do plano de resgate do sistema bancário dos Estados Unidos deve garantir um início de semana tranqüilo para os mercados. Segundo analistas, o pacote de ajuda de US$ 700 bilhões deve deixar para trás a fase mais aguda da crise financeira.

A questão, agora, diz respeito à economia real. São poucos os especialistas que ainda acreditam que os EUA vão conseguir escapar de uma recessão. Como a Europa e o Japão já enfrentam uma retração, o cenário para a economia global é de desaceleração.

Do ponto de vista dos mercados de ações e de câmbio no Brasil, os investidores ficarão atentos aos efeitos desse desaquecimento mundial nos preços das matérias-primas (commodities), responsáveis por mais de 90% do superávit comercial brasileiro. Uma queda brusca certamente provocará novas altas do dólar e quedas do Índice Bovespa.

Na agenda de indicadores da semana, o destaque americano é o relatório do mercado de trabalho de setembro, na sexta-feira (dia 3). O nível de emprego é um termômetro importante da atividade econômica nos EUA. No Brasil, os analistas estarão de olho na inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que sai hoje, e na produção industrial de agosto, que será divulgada pelo IBGE na quinta-feira (dia 2). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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