As duas câmaras do Congresso dos Estados Unidos chegaram a um compromisso sobre o plano de retomada da economia desejado pelo governo Obama, anunciou nesta quarta-feira o líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid.

Ele falou sobre o assunto ao final de uma conferência entre parlamentares das duas Casas que haviam votado, cada uma, textos diferentes; precisou que a nova versão do projeto ficaria em 789 bilhões de dólares, incluindo um terço de alívio fiscal.

As duas câmaras terão, agora, que aprovar o texto antes de submetê-lo ao presidente Barack Obama para ser promulgado.

Reid prestou homenagem aos três senadores republicanos que votaram com a maioria democrata, o que permitiria a aprovação, logo.

Um deles, a senadora Susan Collins, precisou que os 789 bilhões de dólares de consenso são bem menos que o estipulado nos textos aprovados pela Câmara de Representantes (819 bilhões de dólares) e pelo Senado (838 bilhões de dólares).

O plano, destinado a atacar a crise econômica, visa a criar 3,5 milhões de empregos, declarou Reid.

O acordo havia já sido anunciado pela manhã pelo senador Max Baucus, presidente da comissão des Finanças.

Destacando o aspecto histórico do projeto de retomada econômica num período de crise, o senador democrata Daniel Inouye advertiu que qualquer atraso poderia mergulhar o planeta numa crise pior que a de 1929.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama pressiona o Congresso para a aprovação com urgência da versão final "para poder promulgá-la de imediato".

"Chegou a hora de tomar uma decisão firme e rápida", disse o presidente, durante visita a uma obra de construção no norte do Estado de Virgínia (leste).

Obama já disse que quer ver finalizado este processo antes do dia 16 de fevereiro, quando começa o recesso parlamentar.

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