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A partir de amanhã, Israel torna-se oficialmente o primeiro país fora do território sul-americano a ter acordo de livre comércio com o Mercosul, formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A entrada em vigor das relações comerciais entre Israel e o bloco econômico encerra um longo processo de negociação iniciado em 2005.

A partir de amanhã, Israel torna-se oficialmente o primeiro país fora do território sul-americano a ter acordo de livre comércio com o Mercosul, formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A entrada em vigor das relações comerciais entre Israel e o bloco econômico encerra um longo processo de negociação iniciado em 2005. Naquele ano, os primeiros detalhes do acordo começaram a ser negociados durante a Cúpula do Mercosul, realizada em Montevidéu. Em 2007, Mercosul e Israel assinaram um Tratado de Livre Comércio (TLC), prevendo tarifa zero nas exportações bilaterais, ao longo de dez anos.<p><p>No último dia 15 de março, durante visita a Israel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou formalmente o início das relações comerciais entre o país e o bloco econômico. Até o anúncio de Lula, apenas o Uruguai havia autorizado o comércio entre Israel e o Mercosul. No entanto, segundo legislação específica do bloco, a partir da autorização brasileira, o tratado passa a valer.<p><p>Os últimos detalhes para viabilizar o acordo foram resolvidos pelo secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, quando esteve em Israel no início do mês de março deste ano. O secretário disse à Agência Brasil que seu principal trabalho foi acertar questões burocráticas relacionadas à classificação de produtos e mercadorias da lista de comércio entre Israel e Mercosul, além de definir acertos tarifários que permitirão agilizar os procedimentos de exportação e importação.<p><p>O tratado Israel/Mercosul também viabiliza a ampliação do comércio entre o país e o Brasil, principalmente nos setores farmacêutico, aeroespacial, de pesquisas agrícolas e tecnologia. As informações são da Agência Brasil.
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