O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje ter fechado, em conjunto com representantes da União Europeia, as linhas gerais de um acordo que permitirá que empresas aéreas brasileiras operem voos que comecem no Brasil e prossigam entre cidades da Europa, como se fossem linhas domésticas. Pelo acerto, que o ministro espera assinar até o fim do ano, uma voadora brasileira poderia iniciar um voo no Rio de Janeiro, ir até Paris, lá receber passageiros e seguir para Frankfurt.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje ter fechado, em conjunto com representantes da União Europeia, as linhas gerais de um acordo que permitirá que empresas aéreas brasileiras operem voos que comecem no Brasil e prossigam entre cidades da Europa, como se fossem linhas domésticas.

Pelo acerto, que o ministro espera assinar até o fim do ano, uma voadora brasileira poderia iniciar um voo no Rio de Janeiro, ir até Paris, lá receber passageiros e seguir para Frankfurt. Detalhes da operação ainda precisariam ser negociados pelas próprias empresas à luz do princípio da reciprocidade, mas está descartada, segundo Jobim, a possibilidade de aéreas europeias começarem a voar em seus países e operarem trechos de linhas em espaço aéreo brasileiro. Os europeus, contudo, também ganhariam agilidade em suas operações.

"Isso significa em síntese o seguinte: os acordos bilaterais que fizermos com qualquer país da Comunidade Europeia se estendem a qualquer país da Comunidade Europeia", explicou Jobim, antes do coquetel de boas vindas da Cúpula sobre Aviação Civil União Europeia- América Latina, que começará oficialmente amanhã no Hotel Sheraton Leblon.

"Se se assina um acordo com a França, a Lufthansa (empresa alemã) pode utilizar isso, empresas europeias poderão se utilizar do acordo. Isso é muito importante para nós, porque com isso a reciprocidade nos possibilita voo interno dentro da Europa. Dá mais espaço às empresas brasileiras. Hoje não pode fazer isso." O ministro explicou, porém, que, para operar linhas domésticas no Brasil, empresas aéreas da Europa dependerão de acordos do governo brasileiro com cada país europeu.

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