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Acordo adia para março de 2009 votação da reforma tributária

Os apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a votação da reforma tributária ocorresse neste ano não surtiram efeito. Diante de dificuldades na própria base, os aliados de Lula aceitaram as condições dos partidos de oposição e adiaram a votação do projeto para março do próximo ano.

Agência Estado |

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que à tarde ainda ouviu pessoalmente o pedido de Lula para que a Casa votasse a reforma neste mês, reuniu líderes da oposição e governistas para fechar o acordo.

Em troca do adiamento, a oposição prometeu não obstruir as votações. "A oposição também quer votar a reforma tributária, mas não essa. Agora teremos tempo para melhorar o texto", afirmou o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). "Em março não haverá obstruções. O adiamento foi bom para todo mundo."

Os governistas evitaram falar em derrota do governo, que tem uma folgada base na Câmara. "É um bom acordo, porque garante a votação no início de março", afirmou o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). Coube a ele falar com Lula sobre a inviabilidade da votação neste ano. "O presidente insistiu até o fim. Mas delegou a mim essa decisão", contou.

Nos cálculos do líder governista, com a estratégia da oposição de obstruir as votações, seriam necessárias de três a quatro semanas para concluir a reforma tributária. Os parlamentares entram em recesso no dia 23 de dezembro. Chinaglia, que está mais preocupado em concluir a votação da proposta de emenda constitucional que muda a tramitação de medidas provisórias, comemorou o acordo: "Com a obstrução suspensa, retomaremos os trabalhos na normalidade", disse.

Em São Paulo, o governador José Serra (PSDB), voltou a insistir nas críticas ao projeto de reforma tributária em tramitação na Câmara. Ele disse ontem que a atual proposta precisa ser corrigida e melhorada. Serra esteve em Campinas para a entrega do trevo da Rodovia Anhangüera (SP-330) com a Rodovia D. Pedro I (SP-065), obra iniciada em 2006. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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