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Ações têm queda recorde nos EUA

A perspectiva de recessão prolongada na economia dos Estados Unidos derrubou os principais termômetros do mercado acionário americano para os níveis mais baixos desde 2003. O Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, deslizou 7,33%.

Agência Estado |

A queda em pontos (678) foi a terceira maior da história. O Índice Standard & Poors 500, que reúne as principais indústrias do país, cedeu 7,62%. A bolsa eletrônica Nasdaq recuou 5,47%.

O mercado acionário brasileiro até tentou uma recuperação ontem, mas, perto do fim dos negócios, sucumbiu à piora expressiva das bolsas americanas. Ao final do pregão, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) caiu 3,92%, para 37.080 pontos, menor nível em dois anos. Durante o dia, o principal indicador da bolsa brasileira chegou a ganhar 4,89%.

Segundo analistas, nenhum fato novo justificou a piora de humor no fim dos negócios, embora uma notícia relacionada à montadora General Motors tenha sido citada por alguns operadores para explicar a intensificação das perdas. A agência de classificação de risco de crédito Standard & Poors informou, à tarde, que colocou o rating (nota) da empresa em revisão para possível rebaixamento. As ações despencaram 30,6%, para o nível mais baixo desde 1950.

"O problema com essa explicação é que, para o mercado, a GM já está quebrada há algum tempo", afirmou o superintendente de Renda Variável do Banco Itaú, Walter Mendes. Para se ter uma idéia, diz ele, o valor de mercado da GM, hoje, é de US$ 2,7 bilhões, ante US$ 108 bilhões da japonesa Toyota, sua maior concorrente.

Segundo Mendes, a informação de que o Tesouro dos Estados Unidos pode comprar partes de bancos com problemas explica melhor as quedas de ontem. "Essa solução, que é boa do ponto de vista econômico, é ruim para o investidor, pois dilui seu capital nos bancos."

Não à toa, a maioria das ações do setor financeiro caiu de forma expressiva. Os papéis da American Express perderam 10% e os do Bank of America, 9,14%. As ações da seguradora AIG caíram 22,57%, apesar de o Federal Reserve (Fed, o banco central) ter dito que emprestará US$ 37,8 bilhões às suas subsidiárias, além da injeção de US$ 85 bilhões anunciada mês passado pelo Tesouro.

Um índice que mede a volatilidade do mercado, chamado de VIX, subiu 11,11% ontem, para o nível recorde de 63,92 pontos. "O efeito bola-de-neve do medo, que deu início à avalanche de colapsos de instituições financeiras, criou um regime inteiramente novo de volatilidade", escreveu o estrategista Andrew Wilkinson, da Interactive Brokers, em nota para clientes.

Para Debra Brede, presidente da DK Brede Investment Management, "as pessoas estão agindo por medo". "Seus avós estão dizendo: sobrevivi à Grande Depressão e a mentalidade, neste momento, é de que vamos perder tudo." Segundo ela, "as pessoas não estão dando tempo para que o pacote de socorro do setor financeiro funcione".

Esse ponto é fundamental, segundo Mendes. "Não há solução bomba atômica para essa crise", disse. O que existe, segundo ele, é um acúmulo de medidas anunciadas por governos do mundo todo para garantir a solvência do sistema bancário. "Elas funcionarão aos poucos."

Para Mendes, o caminho para a melhora das bolsas passa pelo destravamento do mercado global de crédito. "Isso parece claro, tanto que o próprio mercado quer que os governos garantam os depósitos e os empréstimos interbancários."

Seguindo Nova York, as bolsas asiáticas iniciaram os pregões de hoje com perdas pesadas. O Índice Nikkei, de Tóquio, despencava 10%, e o Kospi, de Seul, mais de 5%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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