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Ações do Lehman caem 45% por temor de quebra

As ações do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos de Wall Street, chegaram ontem ao menor nível em uma década, ao caírem 45%, com o temor de que a instituição não seja capaz de honrar seus compromissos. A queda ocorreu depois da divulgação de que fracassaram as negociações de injeção de capital pelo Korea Development Bank (KDB) no Lehman.

Agência Estado |

Além disso, a agência de classificação de risco Standard & Poors incluiu na avaliação de crédito do Lehman, que tem nota A, um alerta com "implicações negativas", o que indica possível rebaixamento. A agência justificou a ação citando a "acentuada incerteza com relação à habilidade do Lehman em levantar capital adicional, baseado no precipitado declínio do preço de suas ações nos últimos dias".

No início da noite, o Lehman Brothers divulgou um comunicado segundo o qual anunciará hoje, às 7h30 (8h30 no horário de Brasília), os resultados do terceiro trimestre fiscal. Originalmente, os números sairiam apenas na próxima quinta-feira. No texto, a instituição informa também que revelará "iniciativas estratégicas chaves".

Um porta-voz do Departamento do Tesouro americano disse que e a instituição mantém contato regular com Wall Street. No entanto, entre os analistas de mercado, a visão é de pessimismo.

"Estamos preocupados com a liquidez e a sobrevivência", comentou Rose Grant, administradora de carteira da Eastern Investment Advisors. "Há relativamente poucos atores que têm capacidade de se mover rapidamente para ajudar a sustentar a qualidade de crédito do Lehman Brothers", acrescentou. "Infelizmente, o Lehman tem de se mover rapidamente para acalmar as preocupações de seus credores."
De acordo com Nick Kalivas, analista de mercado de capitais da MF Global Research, "o mercado teme que ninguém injete capital na companhia".

O concorrente Bear Stearns entrou em colapso em março, depois que outros bancos paralisaram suas operações com a instituição, com medo de que os compromissos não fossem honrados. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e o Departamento do Tesouro acabaram coordenando uma operação que culminou na venda do Bear para o JPMorgan.

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