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A expectativa do presidente do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, Gilberto Mifano, é de que até meados de agosto a empresa já tenha obtido o registro de companhia aberta e possa começar a negociar seus papéis no pregão da Bovespa. A estimativa foi feita por Mifano durante uma palestra para executivos da Câmara de Comércio Brasil-França.

A fusão entre as duas bolsas foi aprovada em maio deste ano, mas ainda hoje as ações das companhias continuam sendo negociadas separadamente no pregão paulista. Segundo o presidente, o principal benefício para o investidor com a fusão será o aumento de liquidez dos papéis. Atualmente, as ações da BM&F e da Bovespa ocupam o décimo lugar no ranking dos ativos mais negociados na bolsa paulista.

Durante a palestra, Mifano lembrou que a fusão vai exigir um corte de 25% dos custos da BM&F Bovespa ao longo dos próximos três anos. Ele admite que boa parte dessa redução virá da folha de pagamentos, que hoje representa cerca de 30% dos custos. Atualmente, as duas companhias têm 1,4 mil funcionários.

Mifano explicou que a redução no número de membros do conselho de administração da nova companhia promovida esta semana foi mais um passo na melhora da governança corporativa.