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Ações da Vale garantem valorização da Bovespa; dólar fecha a R$ 2,330

SÃO PAULO - Apoiada no bom desempenho das ações da Vale, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiu fechamento em território positivo nesta terça-feira, marcando assim, o terceiro dia seguido de alta. O Ibovespa encerrou o dia com um ganho de 0,49%, aos 38.698 pontos, com giro financeiro na casa dos R$ 3,18 bilhões.

Redação com agências |

 

As ações da Vale ganharam destaque no decorrer da tarde em meio a rumores de que a demanda por minério de ferro voltou a subir na China. O papel PNA da mineradora liderou o volume negociado, com alta de 3,63%, a R$ 27,93, e o ON ganhou 4,18%, para R$ 32,11.

Segundo um operador de mercado, o papel da Vale reflete expectativa envolvendo a negociação sobre o reajuste de preço do minério, que será realizada neste começo de ano.

O trader também destaca  os papéis da Petrobras, que resistiram à queda de 9,1% no preço do barril de WTI, que fechou a US$ 41,58 em Nova York. Ignorando esse fato, o ativo PN da estatal ganhou 0,42%, para R$ 23,90.

O tom positivo do mercado norte-americano, onde investidores passaram por cima de dados econômicos e balanços financeiros negativos, também ajudou nas compras por aqui. Por volta das 18 horas, o Dow Jones subia 0,62%, enquanto o Nasdaq se valorizava 1,05%.

Ainda de acordo com o operador, a Bovespa segue com baixo volume e quem está atuando é o "pessoal do giro", ou seja, investidores que não montam posições de longo prazo. O ponto importante, segundo ele, é que o Ibovespa vem respeitando os 38 mil pontos, mesmo com a série de notícias negativas dos últimos dias.

O operador também afirma que há um consenso de que o Brasil vai ser um dos mercados a apresentar a recuperação mais rápida assim que o ambiente de crise der uma trégua.

Evitando um melhor desempenho do índice, Gerdau PN caiu 3,43%, para R$ 15,16, Bradesco PN cedeu 1,93%, a R$ 20,74, e Itaú PN recuou 1,42%, fechando a R$ 22,79. Ao contrário dos pares, CSN ON subiu 2,34%, para R$ 35,81, e Banco do Brasil ON aumentou 1,70%, a R$ 14,35.

Ainda na ponta vendedora, Natura ON perdeu 2,81%, a R$ 10,26. O Credit Suisse reiterou a recomendação "abaixo da média do mercado" para o papel. Gol PN cedeu 2,93%, a R$ 10,26, e Sadia PN teve desvalorização de 2,76%, a R$ 3,17. Fora do índice, o ativo ON da prestadora de serviços Tempo Participações desabou 25,50%, a R$ 2,98.

Câmbio

Depois da queda da segunda-feira, o dólar comercial voltou a ganhar valor ante o real. A atuação do Banco Central no mercado à vista teve efeito contrário ao desejado e estimulou as compras no final do pregão. A moeda norte-americana encerrou a terça-feira cotada a R$ 2,330, alta de 0,69%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve valorização de 0,91%, fechando a R$ 2,329. O giro financeiro somou US$ 193,25 milhões.

Segundo o analista da Corretora Liquidez, Mário Paiva, os investidores estrangeiros estão com mais de US$ 13 bilhões em contratos comprados, ou apostas contra o real na BM & F. Por isso, vai ser difícil ver a moeda abaixo de R$ 2,30.

Além disso, lembra o especialista, começam as movimentações para a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume), que liquidará os contratos futuros de fevereiro e, pelo ambiente atual, a pressão no preço deve ser para cima.

Fazendo uma análise mais técnica, o especialista aponta que a volatilidade nas opções de dólar para o primeiro vencimento (fevereiro) está em 22%, patamar menor que o observado no período mais agudo da instabilidade externa, mas ainda elevado se comparado aos 13% a 15% tidos como normais. E isso quer dizer que qualquer oscilação de preço é possível.

Ainda de acordo com Paiva, um assunto muito comentado nas mesas de operação foi a decisão do governo de exigir licença prévia de importação para mais de 60% dos produtos que entram no país. E, segundo o especialista, a avaliação geral dessa medida, tida com intervencionista, foi negativa.

Ampliando a análise, o analista aponta que os problemas globais estão cada vez mais se agravando e sinal claro são as rodadas diárias de demissões e as revisões para baixo no lucro das empresas. "Não vejo melhora no curto e médio prazo, o período ainda é de desvalorização dos ativos."

(Com informações do Valor Online)

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