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Ações da russa Mechel despencam após declarações de Putin

Moscou, 28 jul (EFECOM).- As ações da companhia russa Mechel, uma das maiores siderúrgicas e mineradoras do país, voltaram a sofrer forte queda hoje nas bolsas de Nova York e de Moscou devido a novas críticas do primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.

EFE |

Em Nova York, as ADR (certificados de depósito americanos) do grupo Mechel caíram quase 30%, e suas ações na principal bolsa russa, a RTS, 33,98%, depois que Putin acusou a companhia de evasão fiscal pela segunda vez em cinco dias.

Em reunião do Governo e diante da imprensa, Putin denunciou que a Mechel vendeu coque a uma empresa na Suíça a um preço quatro vezes inferior ao do mercado interno russo.

"Isto significa reduzir sua própria base impositiva dentro do país, evadir impostos e criar um déficit no mercado interno, o que aumenta os preços dos produtos metalúrgicos", afirmou o ex-presidente russo.

As críticas anteriores de Putin à Mechel na quinta-feira passada afundaram o mercado russo, que em dois dias perdeu quase US$ 60 bilhões por temor de um novo caso Yukos.

A queda da Mechel arrastou os títulos das companhias russas mais cotadas, como Gazprom (-3,8%), Lukoil (-6,4%), Surgutneftegaz (-6,7%), Rosneft (-4,9%), Gazpromneft (-9,4%), Norilsk Níquel (-6%) e do Sberbank (-7,2%).

No que a imprensa chamou de Sexta-feira Negra, a bolsa RTS perdeu 5,59%, e a Bolsa Monetária Interbancária de Moscou, 5,49%, com seus indicadores voltando a níveis parecidos aos do início do ano, quando foi gerada a crise hipotecária mundial.

Hoje, o chefe do Serviço Federal Antimonopólio, Ígor Artemiev, tentou acalmar investidores e bolsas ao afirmar que se a acusação de Putin se confirmar, a Mechel só pagará uma multa equivalente a 1% de seu volume anual de operações.

Segundo analistas, os investidores temem que a Mechel repita o que fez a petrolífera da Yukos com polêmicas reivindicações fiscais e que teve seu fundador, Mikhail Khodorkovski, preso por disputas com o Kremlin. EFE se/ab/rr

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