As negociações para a compra da Positivo Informática avançam. Representantes da chinesa Lenovo estiveram novamente em Curitiba, sede da Positivo, para pedir exclusividade no processo.

A empresa disputa o negócio com a americana Dell. Os compradores estariam dispostos a pagar R$ 20 por ação, o que daria um preço final de R$ 2 bilhões. Os controladores querem um valor acima do negociado no IPO - algo entre R$ 25 e R$ 30, segundo fontes próximas às negociações.

Ontem, as ações da Positivo tiveram uma movimentação atípica. No começo da tarde, chegaram a subir 125,6%, sendo cotados a R$ 13,90. No fechamento, a alta foi de 46,1%, com os papéis a R$ 9,00. Na segunda-feira, as ações já haviam subido mais de 20%. Dell e Lenovo não confirmam as negociações.

O assunto ganhou novos contornos com as declarações do presidente do conselho de administração da Lenovo, William Amelio, feitas ontem na China. Em entrevista coletiva, ele afirmou que espera mais consolidação no setor. “Não há dúvida de que, nessa situação econômica, você verá consolidação na indústria de PCs”, disse. O presidente-executivo da empresa, Yang Yuanqin, acrescentou que os mercados emergentes estão nos planos estratégicos de investimentos.

Indagada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Positivo enviou um fato relevante para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no fim da tarde de ontem. No documento, ela não nega nem confirma as informações. Apenas reitera “que não há qualquer ato ou fato relevante que deva ser divulgado ao mercado na forma da regulamentação em vigor”.

Ainda segundo o documento, a “companhia, sempre que conveniente ou instada, considera quaisquer operações de mercado que possam ser do interesse da mesma e de seus acionistas”. A Positivo diz ainda que o UBS Pactual, com quem mantém relacionamento de longa data, “vem assessorando a companhia a coordenar e organizar eventuais proposições feitas por terceiros”.

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