As três empresas surgidas da cisão da MMX após o acordo com a Anglo - a IronX, que ficou com os sistemas Minas-Rio e Amapá, a LLX, de logística, e a nova MMX, que ficou com os sistemas Corumbá e Sudeste - estrearam ontem na Bovespa com comportamentos distintos. IronX e LLX tiveram forte alta - a empresa de mineração subiu 29,27%, enquanto a de logística teve alta de 21,86%.

Já a nova MMX fechou o pregão em queda de 7,58%.

Na nova configuração, os antigos acionistas trocaram seus papéis por outros das três empresas, na seguinte proporção: 48% da IronX, 43% da nova MMX e 9% da LLX. No caso da IronX, 63% das ações estão nas mãos da Anglo American, que pretende recomprar os papéis nas mãos dos minoritários para fechar o capital da empresa.

Ontem, o empresário Eike Batista recomendou que os minoritários da IronX aceitem a oferta pública da Anglo American. A companhia deve lançar a proposta de compra dessas ações em até 30 dias.

"Quem acredita mo modelo X deve embolsar o dinheiro da oferta", disse o empresário em teleconferência com analistas. "A Anglo American está oferecendo um ótimo negócio, vamos ajudá-los a finalizar a operação."

Expansão do porto

No mesmo dia em que as ações da LLX estreavam na Bovespa, a direção da companhia revelou planos de expandir a capacidade de dois dos três portos que pretende construir na região Sudeste até 2012. De acordo com o diretor-presidente da LLX, Ricardo Antunes, o crescimento da companhia, em um primeiro momento, será baseado apenas na demanda de novos projetos. "Não estamos roubando carga de nenhum outro porto", disse, durante reunião com analistas e investidores.

Segundo ele, a demanda local por projetos de infra-estrutura é muito grande, o que viabiliza o crescimento e alimenta novos projetos da empresa. As expansões previstas, afirma Antunes, são a duplicação da capacidade do Porto Sudeste, para 50 milhões de toneladas, e a expansão do Porto Açu, de 63,5 mil toneladas para 100 milhões de toneladas.

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