SÃO PAULO - As ações das financiadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac despencam nesta tarde em Nova York. As duas empresas desempenham papel importante no mercado imobiliário americano, oferecendo fonte crucial de financiamento para bancos e outras financiadoras de hipotecas.

Matéria publicada hoje pelo jornal New York Times (NYT) dá conta de que representantes da administração Bush cogitam que o governo assuma a Fannie Mae e a Freddie Mac se os problemas de liquidez piorarem. O jornal diz, contudo, que o plano seria colocar as empresas sob intervenção, modelo no qual as ações das companhias virariam pó. Por isso o pânico dos acionistas, que tentaram se livrar dos papéis no começo do pregão e provocaram queda próxima a 50% nas cotações.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse nesta sexta-feira, no entanto, que o foco do governo é deixar intactas as gigantes de hipotecas. Hoje nosso foco principal é apoiar a Fannie Mae e a Freddie Mac na forma como são atualmente, destacou. Os comentários acalmaram um pouco os acionistas e os papéis das empresas diminuíram a queda. Por volta das 13h (horário de Brasília), Fannie Mae caía 24,4% e Freddie Mac recuava 22,3%.

Ontem, Paulson defendeu as duas companhias das críticas de que eram insolventes. O órgão regulador deixou claro que elas estão adequadamente capitalizadas, frisou em discurso na Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos EUA.

Ele complementou que as duas empresas patrocinadas pelo governo americano estão trabalhando em um período desafiador e observou que a Fannie Mae e a Freddie Mac desempenham hoje um papel importante no mercado imobiliário e devem continuar exercendo essa função no futuro.

O Congresso criou ambas empresas para oferecer um fluxo de dinheiro para hipotecas residenciais. Embora o governo não garanta as dívidas da Fannie Mae e da Freddie Mac, a maioria dos investidores acredita que ele possa socorrê-las no caso de extrema pressão.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

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