Depois de ficaram cerca de uma hora em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações preferenciais classe B (PNB) da Aracruz passaram a ser negociadas em forte baixa, superior a 10%, em reação ao comunicado divulgado pela empresa de celulose esta manhã, informando sobre possíveis perdas no mercado de derivativos. Por volta das 11h30 (de Brasília), as ações PNB da Aracruz caíam 16,43%, a R$ 5,39, na cotação mínima do dia até o momento.

Quando o preço de determinada ação é considerado incerto pelo mercado, a Bovespa faz um leilão para chamar a atenção de investidores do negócio que está sendo realizado com a ação. O mesmo acontece quando a ação apresenta um volume ou valorização/desvalorização acima/abaixo do normal. A Bolsa coloca a ação em leilão para alertar os investidores que há algo fora do comum.

Hoje, a Aracruz informou hoje que a consultoria contratada para analisar as operações com derivativos da empresa apurou que o valor justo de seus contratos estava negativo em cerca de R$ 1,95 bilhão em 30 de setembro, ou seja, caso houvesse liquidação efetiva dos contratos a empresa teria uma perda neste valor.

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