Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Ações coordenadas destacam o produto nacional no exterior

Um bom empurrão nas exportações brasileiras vem sendo dado, desde 2003, com ações de inserção de novas empresas no seleto grupo exportador e também a partir de promoções comerciais diferenciadas. A avaliação desse período de cinco anos é de que os setores de calçados e de móveis têm aproveitado bem as iniciativas.

Agência Estado |

"São empreendimentos que se destacam pelo respeito ao meio ambiente ou que põem a sustentabilidade em primeiro plano", explica o diretor de negócios da Apex-Brasil, Maurício Borges. Ele exemplifica com a Via Uno, hoje com mais de 50 franquias no mercado internacional. Defensora da preservação ambiental, conta com 4 mil funcionários e produz mais de 8 milhões de pares de calçados femininos ao ano - classificados como "sustentáveis".

Borges cita Macau (China) como um dos mercados mais interessados hoje em franquias brasileiras como a Via Uno, O Boticário e o Bob's. Já o mercado norte-americano foi fisgado pela iniciativa de joalheiros que colocaram seus produtos em desfiles promovidos em feiras ou eventos realizados em cidades do interior. O diretor da Apex cita ainda as ações promovidas pela Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). "A partir de eventos na América Latina, a entidade conseguiu aumentar as exportações do setor de 15% para 20% entre 2006 e 2008."

Numa degustação de sucos e frutas na Polônia, o interesse pelos produtos tipicamente brasileiros surpreendeu. Havia banana, maçã, melancia e mamão, além de sucos. O volume de produtos levados para degustação, previsto para durar uma semana, se esgotou em apenas dois dias.

Borges acredita que, colocado diante de desafios, o brasileiro consegue resultados incríveis.

Finalista no prêmio Apex-Brasil em três categorias (promoção diferenciada, inteligência e internacionalização), a Assintecal atribui ao profissionalismo de suas equipes e ao envolvimento sem reservas das empresas o avanço nas exportações. "Nosso pessoal está bem focado e trabalha em parceria com a Apex", diz o presidente da entidade, Luis Cláudio Amaral. A entidade criou redes comerciais para levar adiante a decisão de incrementar as exportações, concluindo que elas responderam por 4,18% do crescimento das exportações do setor de componentes, em números absolutos, em 2006 e 2007.

"O projeto, em menos de dois anos, contribuiu em muito para o desempenho das exportações do setor, com a formação de nove redes (África, Peru, Colômbia, China, México, Chile, Índia, Leste Europeu e União Européia), com a participação de 70 empresas e 39 destinos." Na África do Sul o crescimento foi de 29,62%; no Peru, 40,65% (2007); no México, 56,87% (inclui 2005) e na Índia, 43,26% (2007). Ainda no biênio 2006 e 2007, o setor de componentes ficou em terceiro lugar, com um incremento de 35,96%, diante de outros setores integrantes do grupo da moda (inclui de bijuterias a calçados, passando por cosméticos e vestuário).

Criadas para facilitar a inserção de produtos no mercado externo, as redes comerciais são integradas por grupos de empresas e contam com a assistência de um assessor comercial capaz de orientar sobre os diversos aspectos da operação. A idéia é que elas reduzam os custos e os riscos da internacionalização. O grande diferencial das redes é a possibilidade de negociações comerciais propiciadas às participantes, o que é normalmente limitado nos trabalhos em associações.

Concorrem com a Assintecal na categoria "Ação de Promoção Comercial Diferenciada" a Associação Nacional de Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer), o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) e a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).

A Anfacer disputa o prêmio com a Promoção Comercial no Varejo no Chile. "Fizemos parceria com uma grande rede de material de construção, e posso dizer que em 20 dias, em setembro de 2007, o Brasil teve a sua imagem difundida por todo o Chile, além da nossa cerâmica", conta o superintendente da entidade, Antonio Carlos Kieling.

A cerâmica brasileira tomou conta dos 42 home centers chilenos com grandes outdoors e painéis retratando as belezas e riquezas brasileiras. "Os resultados ainda virão, mas temos certeza de que alavancamos não apenas no nosso setor", diz Kieling. O Brasil exporta atualmente cerca de 114 milhões de m2 de cerâmica. Isso equivale a 18% da produção nacional. É o 2º maior produtor mundial de cerâmica e o 2º mercado consumidor, sendo o 4º exportador mundial.

Já o Ibraf concorre com a promoção do limão Taiti na Europa. Em ações diferenciadas promovidas, no ano passado, na Alemanha, Itália e Polônia, o Instituto entende ter conseguido convencer uma grande fatia do mercado europeu da aceitação do limão taiti. O produto foi levado a grandes escolas de culinária, que trabalham diretamente com hotéis daqueles países. O efeito multiplicador da iniciativa deverá ser sentido nas próximas exportações. Hoje o País produz 1 milhão de toneladas de limão taiti ao ano. Embarcou em 2007 mais de 58 mil toneladas contra as 2 mil toneladas exportadas em 1998, ou seja, um crescimento superior a 2.000%.

Já a Softex, com o apoio da Apex-Brasil e por meio do Programa Setorial Integrado para Exportação do Software Brasileiro (PSI-SW), tem desenvolvido o Brazil IT, marca sob a qual algumas empresas brasileiras de TI têm levado seus serviços e soluções ao mercado internacional. São atividades que visam promover a imagem do Brasil e das empresas como produtores de software e serviços correlatos e auxiliar nas atividades de comercialização no exterior.


Quanto à "Inserção de Novas Empresas no Esforço Exportador", a disputa final ficou entre a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit); a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo) e Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel).

A Abit, que também chegou à final nas categorias "Inteligência Comercial" e "Internacionalização", estimulou a inserção de novas empresas por meio do Programa Texbrasil, que desenvolve ações para ampliar as exportações do setor, que engloba 30 mil empresas.

Com 319 empresas associadas, a Abimo tem programas para consolidar os mercados interno e externo de Equipamentos Médico-Hospitalares; Implantes e Material de Consumo Médico-Hospitalares; Odontologia; Laboratórios; Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Elas representam hoje mais de 80% do faturamento brasileiro do setor.

Já a Abimóvel comemora o fato de ter quase que dobrado o número de empresas exportadoras em menos de 18 meses. "Às 128 existentes, acrescentamos mais 228 e nossa meta é chegar a 1 mil empresas até 2011. Ou seja, triplicar o que já conseguimos", informa o gerente do projeto finalista e diretor-executivo da Abimóvel, João Araújo Pinto Neto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG