Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Ações caem e Vale ganha R$ 3,3 bilhões

O programa de recompra de ações anunciado neste mês pela Vale pode retirar de circulação um montante de papéis equivalente a 53,6% do que foi ofertado pela companhia em julho. A recompra inclui até 5,5% das ações ordinárias (com direito a voto) e 8,5% das preferenciais (sem direito a voto), o que soma um total de 239,1 milhões de ações, enquanto a oferta global totalizou a emissão de 445,9 milhões de papéis.

Agência Estado |

O grande volume da recompra é explicado pela forte queda registrada pelos papéis nos últimos três meses, em meio à crise financeira internacional e à percepção de que um novo reajuste de minério de ferro em 2009 parece cada vez mais inviável.

Quando a companhia emitiu as ações em julho, a operação movimentou R$ 19,4 bilhões. Agora, com a queda dos preços, a Vale gastará R$ 6,7 bilhões para comprar 53% desses papéis - ao preço da oferta, eles custariam cerca de R$ 10 bilhões. Apesar de ser um sinal de que a mineradora tem confiança no futuro dos negócios e pretende mostrar que o preço das suas ações está baixo, o programa de recompra chamou a atenção do mercado porque consumirá parte dos recursos captados na oferta global. Na ocasião, a empresa havia anunciado que destinaria esses recursos para investimentos orgânicos ou eventuais aquisições.

"A Vale está gastando parte da oferta global para um objetivo diferente do que tinha programado, o que é ruim do ponto de vista de governança corporativa", informou a Banif Corretora. Segundo a instituição, os investidores prefeririam que a companhia aplicasse esse dinheiro em investimentos para aumento de capacidade, e não nos próprios papéis. "A decisão é controversa e poderá causar uma reação negativa por parte de alguns investidores", informou um analista, que não quis ser identificado.

Uma das explicações para a mudança de planos é a recente restrição ao crédito em todo o mundo, que afastou a chance de aquisições por parte da mineradora, mesmo com a oferta de ativos mais baratos. "Agora que o mercado, secou a Vale resolveu repensar os investimentos em compras", disse o analista da Corretora Geração Futuro, Carlos Kochenborger.

Mesmo com caixa elevado, a companhia precisaria obter financiamentos adicionais para fazer aquisições de outras mineradoras de grande porte. Segundo ele, já que a empresa não vai partir para as compras, não é vantajoso manter todos estes recursos no caixa enquanto as ações estão em queda. "Dentro do cenário atual, que é negativo, a iniciativa é boa", disse.

Esta semana, voltaram a circular rumores de que a Vale estaria estudando um oferta pela anglo-suíça Xstrata, que já foi alvo de uma tentativa de compra este ano. A Vale, porém, negou a informação. No início do ano, a Vale se propôs a pagar mais de US$ 80 bilhões pela Xstrata. Hoje, o valor da empresa está em cerca de US$ 20 bilhões.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG