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Haia, 17 dez (EFE).- Um grupo de acionistas holandeses do Fortis iniciará em janeiro um processo judicial no qual reivindica ao Estado holandês uma indenização de 11 bilhões de euros, afirma o advogado dos investidores, Adriaan de Gier.

Em entrevista publicada no site da revista "Quote", De Gier, que representa cerca de 1.300 acionistas, também exige que o Governo holandês respeite a decisão da Justiça belga de suspender as operações que terminaram com o desmantelamento do Fortis.

Segundo o advogado, "no início de janeiro vamos começar os mesmos processos judiciais que já ocorreram em Bruxelas (....) e como (o ministro das Finanças, Wouter) Bos não o escutou, vamos obrigá-lo ante o juiz a que o respeite".

Haia considera que a sentença do Tribunal de Apelação de Bruxelas, que no dia 12 de dezembro suspendeu até que o autorizem os acionistas as decisões que em outubro levaram ao desmonte do Fortis, não pode ser aplicado à venda da parte holandesa ao Estado holandês, pois este caso se rege pelo direito nacional.

O advogado dos acionistas argumenta que, após a primeira intervenção dos três Governos do Benelux no Fortis em setembro (que nacionalizaram 49% da entidade), muitos investidores compraram ações do banco pensado que tinha sido salvo da quebra.

No entanto, "Bos já sabia que o Fortis estava oscilando e que não iam ser obtidos os resultados esperados", declarou De Gier.

Uma semana após a primeira ação de resgate dos três Governos, a Holanda assumiu todo o negócio holandês do grupo, incluído a parte que este controlava do ABN-Amro, pelo preço de 16,8 bilhões de euros.

O advogado calcula que os investidores que colocaram suas economias no Fortis nesta semana perderam pelo menos 11 bilhões de euros. EFE mr/fal