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Acionistas do Fortis apóiam candidatos a novos membros da direção

Haia, 1 dez (EFE) - Os acionistas holandeses do Fortis apoiaram hoje a indicação de três dos cinco candidatos propostos pela cúpula do grupo para formar a nova equipe da direção.

EFE |

A nova junta devia ter pelo menos três membros, com o que a escolha foi suficiente para confirmá-la, mas ainda deve ser aceita pela assembléia de acionistas que será realizada amanhã em Bruxelas.

Os acionistas, reunidos hoje em Utrecht, aceitaram o belga Etienne Davignon, e reelegeram Louis Cheung Chi Yan e Karel de Boek, que já eram membros da direção que hoje recebeu muitas críticas pela gestão do Fortis durante os últimos meses.

O atual vice-presidente, Jan-Michiel Hessels, e o também membro do atual conselho de Administração Philippe Bodson foram rejeitados como membros da nova junta.

A direção do Fortis respondeu às perguntas dos acionistas garantindo que não teve outra eleição mais que a fragmentação do grupo bancário para evitar sua falência.

Também defendeu a operação de compra do ABN Amro e atribuiu o desmoronamento da entidade às más circunstâncias econômicas internacionais, derivadas em grande parte da crise hipotecária nos Estados Unidos.

O Fortis, um grupo com origem no Benelux, mas que tinha presença em mais de 50 países, foi uma das vítimas mais destacadas na Europa da crise financeira.

Primeiro recebeu a intervenção dos Governos de Bélgica, Holanda e Luxemburgo (Benelux) para salvá-lo da quebra e, posteriormente, Haia decidiu comprar todo o negócio no país.

Por sua parte, Bélgica e Luxemburgo concordaram em vender a maior parte do negócio bancário, assim como as atividades de seguros na Bélgica, ao francês BNP Paribas.

Desta forma, agora sob controle do grupo Fortis só fica a divisão internacional de seguros e uma participação de 66% em uma entidade na qual se reuniram os produtos estruturados.

Os acionistas minoritários, que viram como as ações perdiam em torno de 95% do valor desde o começo do ano, consideram que a direção do grupo não informou bem sobre a situação e acham que as decisões que acabaram com sua fragmentação foram precipitadas. EFE mr/db

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