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SÃO PAULO - Aumentou para 153 o número de vítimas fatais no acidente com um avião da companhia Spanair ocorrido nesta tarde no aeroporto Barajas, em Madri. A aeronave estava ocupada por 172 pessoas no vôo JK 5022 rumo a Las Palmas, na Ilhas Canárias. Desse total, eram 62 passageiros e 10 tripulantes. Cerca de 20 ocupantes do vôo seguiram para hospitais próximos à capital espanhola. Na lista oficial de passageiros havia 20 crianças e dois bebês de colo. Informações iniciais davam conta de 100 a 130 mortos.

As informações sobre o acidente dão conta de que a aeronave já havia apresentado problemas em solo antes de decolar, razão pela qual o vôo estava mais de uma hora atrasado. Um incêndio no motor esquerdo do avião no momento da decolagem teria gerado a explosão da aeronave. As caixas pretas da aeronave, há 15 anos em uso, já foram recuperadas e serão examinadas para descobrir as razões do acidente, ocorrido às 14h45 (hora local).

Representantes da Spanair evitaram comentar as razões do acidente em entrevista coletiva, mas afirmaram que a aeronave está com a manutenção em dia e que foi criado um grupo especial para prestar atendimento no caso. A companhia fretou uma aeronave para buscar os familiares das vítimas de Gran Canária para Madrid.

O vôo era operado em code-share com o LH 2554 da alemã Lufthansa, que informou ter em seus registros sete passageiros com tíquetes para o vôo, incluindo quatro alemães. O tráfego aéreo ficou interrompido até às 16h nos aeroporto de Barajas, que foi cenário de outro acidente em 1983 com 93 vítimas fatais.

(Valor Online, com agências internacionais)