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Acende Brasil: risco de racionamento em 2009 é baixo

O risco de o Brasil enfrentar racionamento de energia elétrica no próximo ano é de apenas 1,5%, segundo estimativas do Instituto Acende Brasil, em parceria com a PSR Consultoria. Para 2009, projetamos que o déficit no mercado de energia é de 500 megawatts (MW) médios, afirmou o presidente da PSR, Mário Veiga.

Agência Estado |

As estimativas foram calculadas com base no Programa Mensal de Operação (PMO) de novembro, divulgado recentemente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Segundo o especialista, esses dados se referem ao cenário de referência para demanda e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) trabalhado pelo governo federal. Para o período entre 2008-2012, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), prevê um aumento do consumo médio de energia de 4,6% e uma expansão de 5% do PIB. "O PMO de novembro, no qual baseamos o cálculo, ainda não considera a revisão do PIB em função da crise mundial", justificou o executivo.

Para 2010, o cenário sinaliza que o risco de racionamento é de 6,5%, apesar de um superávit no balanço entre oferta e demanda de 1 mil MW médios. Em 2011, o risco de desabastecimento no País recua para 4,5%, considerando uma sobreoferta de 1,6 mil MW médios - vale lembrar que o risco de déficit trabalhado pelo governo é de 5%. "A partir de 2009, há uma redução de 800 MW médios na demanda, em razão de ajustes promovidos pelo ONS no cálculo do mercado", afirmou o executivo. Essa queda se explica por ajustes na elasticidade da demanda em relação ao PIB e no consumo de eletricidade dos autoprodutores.

Apesar do cenário de referência ser positivo, Veiga afirmou que a expansão da oferta deve ser monitorada, principalmente sobre a entrada das térmicas a óleo nos próximos anos. "Algumas térmicas a óleo, contratadas anteriormente, estão com cronograma atrasado", disse o executivo. No cenário de expansão da demanda de 4,6% e atraso de 20% na oferta de usinas a óleo, o risco de racionamento em 2009 cai para 1%. "Como o modelo sabe qual é a oferta futura, ele liga preventivamente as térmicas. O ano de 2009 é poupado, mas a repercussão ocorre nos anos seguintes", disse. Para 2010, o risco sobe para 6,5%, e em 2011, para 5,5%.

As estimativas, que integram a 6ª edição do Programa Energia Transparente, também englobam um cenário de baixo crescimento do PIB, com base na Pesquisa Focus, que reúne as previsões do mercado. Para 2009, considerando um crescimento da economia em 3,2% e expansão da oferta sem atrasos, o risco de racionamento é de 1%.

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