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Ação expressa solidariedade a Evo, diz Marco Aurélio

A reunião (da Unasul) é de solidariedade com o governo boliviano e uma chamada para o fim da violência, além de uma iniciativa por uma solução negociada, esclareceu ontem o assessor especial de Relações Exteriores do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, ao comentar sobre a finalidade do encontro de hoje, em Santiago. Onze dos 12 países que integram o bloco (só o Peru enviará a chanceler como representante de Alan García) estarão representados por seus presidentes - incluindo o brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva; o boliviano, Evo Morales; e o venezuelano, Hugo Chávez.

Agência Estado |

O governo brasileiro - não ficou claro se por meio de Marco Aurélio ou do próprio presidente Lula - entrou em contato com Evo, que confirmou a presença na cúpula durante o telefonema.

Marco Aurélio disse que, na avaliação do Planalto, um aspecto negativo e outro positivo foram constatados na crise boliviana nas últimas horas. O negativo foi a ordem de prisão para o governador de Pando, Leopoldo González. O positivo, disse ele, foi o estabelecimento de uma agenda de negociação entre governo e oposição em torno de três pontos: mudanças no projeto constitucional, autonomia de Estados e impostos. "Isso significa que hoje existe uma negociação em andamento", afirmou ao Estado.

Lula só acertou na noite de sábado, com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, a sua participação na reunião de hoje. Mas ressaltou a necessidade de Evo concordar com a ajuda dos vizinhos na discussão da crise interna do país.

A preocupação de Lula fundamentava-se no fato de o governo brasileiro já ter oferecido a Evo que o ministro de Relações Exteriores interino, Samuel Pinheiro Guimarães, e Marco Aurélio embarcassem com outros representantes diplomáticos da região para tentar mediar a crise entre governo e oposição. Na ocasião, Evo recusou a oferta, pedindo para que o grupo esperasse mais tempo.

A convocação da reunião de emergência da Unasul partiu do Chile porque o país exerce atualmente a presidência da Unasul, mas a idéia foi do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

A Unasul é composta pelos 12 países da América do Sul: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Suriname e Guiana. Foi criada em 2007, com a intenção de aprofundar a integração econômica e política da região. Sua antecessora foi a Comunidade Sul-Americana de Nações (CSN), fundada originalmente em 2004.

O novo bloco teria como objetivo contrabalançar a influência dos EUA sobre a Organização dos Estados Americanos (OEA), que tem sede em Washington e, originalmente, é o fórum destinado a mediar e resolver impasses políticos em todo o Continente Americano.

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