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A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, manifestou hoje à chanceler do Equador, Maria Isabel Salvador, a preocupação do governo brasileiro com a decisão do presidente Rafael Correa de expulsar a construtora Odebrecht daquele país. Em rápida entrevista, na chegada do presidente Lula para a reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Amorim disse que o governo brasileiro não está entrando no mérito da questão, porque ela deve ser discutida pela Justiça, pelo governo do Equador e pela empresa.

Mas disse que o governo brasileiro está acompanhando atentamente a discussão, em busca de uma solução.

Questionado sobre a ameaça do governo equatoriano de não pagar empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedido para a construção de hidrelétrica pela Odebrecht, Amorim disse que não fala sobre hipóteses. "Se a empresa chegar a um acordo com o governo (do Equador), essa questão de não pagar o empréstimo vai deixar de existir", afirmou. O presidente Lula não quis comentar o assunto.

Preocupação

A situação no Equador é de preocupação, afirmou Celso Amorim. "Pode afetar o clima, que é tão bom para empresas brasileiras no Equador, que têm procurado investir no país", disse. O ministro tornou a afirmar que não está entrando no "mérito" da questão. "Agora, um decreto proibindo... Claro que são soberanos, podem fazer isso, mas cria preocupação", reiterou.

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