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Ação da GM no pior nível em 65 anos

Um dia depois de ter o preço alvo de suas ações reduzido a zero por analistas de bancos, as ações da General Motors caíram mais 13%, atingindo o pior nível em 65 anos. Durante o pregão, os papéis chegaram a cair 18%, mas subiram um pouco, fechando a US$ 2,92 na Bolsa de Nova York.

Agência Estado |

Na segunda-feira, já haviam caído 30%.

A GM alertou que a Delphi, sua maior fornecedora de peças, pode não conseguir sair da concordata. A GM ainda traçou perspectivas sombrias para a ResCap, uma das maiores empresas de empréstimos hipotecários dos EUA. A ResCap é controlada pela GMAC, na qual a GM tem 49% de participação.

Com as vendas em queda acentuada diante da falta de crédito, e sem poder contar com a ajuda de fornecedores, o socorro governamental é visto como uma das únicas alternativas para impedir que a empresa entre com pedido de proteção no Capítulo 11, a lei de recuperação judicial americana.

Ontem, a Casa Branca afirmou que estava aberta a avaliar propostas do Congresso para acelerar a liberação de empréstimos para a indústria automobilística, de um pacote de socorro de US$ 25 bilhões já aprovado. Nos próximos dias, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, quer aprovar uma lei para fornecer ajuda às montadoras.

As ações da GM tiveram uma desvalorização de 40% desde sexta-feira, quando a empresa divulgou prejuízo maior do que o esperado e revelou que seu caixa estava sendo consumido em ritmo bastante acelerado.

A GM anunciou algumas medidas para aumentar sua liquidez, mas declarou que mesmo assim o caixa deve atingir o mínimo necessário para manter os negócios até o fim do ano, e que deve ficar bem abaixo do mínimo necessário para o primeiro semestre de 2009.

A crise da GM não se restringe aos EUA. A empresa planeja suspender a produção em suas fábricas na Coréia do Sul por duas semanas. A paralisação ocorrerá a partir do fim de dezembro e afetará as cinco unidades da GM na Coréia, antes controladas pela Daewoo e que estão entre as de melhor desempenho do grupo.

"A crise econômica é realmente global", disse Jay Cooney, vice-presidente da GM Daewoo. "O que começamos a ver aqui na Ásia não é diferente do que ocorre na Europa e do que já ocorreu nos EUA."

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