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Abyara faz demissões e suspende lançamentos

Menos de uma semana depois de anunciar a venda de terrenos e da participação em empreendimentos para seus sócios, a incorporadora Abyara adotou novas medidas para conter a sua sangria financeira. Ela decidiu reduzir o quadro de funcionários e suspender os lançamentos até que a demanda por novos produtos imobiliários e a disponibilidade de linhas de crédito sejam restabelecidas.

Agência Estado |

Entre as empresas imobiliárias de capital aberto, a Abyara é a que tem a situação financeira mais dramática, segundo analistas e fontes do mercado. Isso porque a sua dívida - que até três meses atrás estava acumulada em R$ 378,5 milhões - tem vencimento de curto prazo, boa parte no próximo ano. Em meados de agosto, a Abyara divulgou que sua necessidade de caixa até 2009 era de R$ 231 milhões. A maior parte estava relacionada a vencimentos de dívida.

"O problema de liquidez pode ser resolvido com redução de crescimento, suspensão de lançamentos, o que não é ideal para uma construtora. Mas o problema de dívida é mais complicado de ser solucionado", diz uma fonte do mercado imobiliário.

O banco UBS tem o mandato para encontrar soluções financeiras para a companhia. Elas vão desde a entrada de um novo sócio na companhia até uma renegociação de dívidas com os bancos.

A Abyara foi uma das primeiras empresas imobiliárias a entrar na Bolsa. Sua ação chegou a ser cotada a R$ 38, com um valor de mercado de R$ 2 bilhões. Hoje as ações estão cotadas a R$ 1,47. Foi uma das que mais se desvalorizaram. Para bancar seu plano ambicioso de crescimento, a Abyara deveria ter feito uma nova captação quando as ações valiam muito, dizem analistas e fontes de mercado próximas à companhia.

O fundo imobiliário do Morgan Stanley, o maior do gênero no mundo, é investidor financeiro e principal acionista da Abyara. Ele entrou na companhia no ano passado.

De acordo com o diretor-executivo do fundo, Alfonso Munk, o Morgan Stanley só vai decidir os próximos passos quando os gestores da incorporadora apresentarem um novo - e detalhado - plano de negócios, com informações de como e onde vale a pena atuar daqui para a frente. "O mercado mudou e a Abyara precisa se adaptar à queda da demanda. Se o business plan (plano de negócios) mudar e as linhas de financiamento do mercado e do governo melhorarem, a gente pode investir mais", disse Munk no começo desta semana.

Apesar da crise, o fundo do Morgan Stanley mantém suas apostas no Brasil. No momento, ele segue captando um fundo global de R$ 10 bilhões, que será concluído até março. "O fundo vai ser mais cauteloso no curto prazo, mas seu investimento no País é de médio e longo prazo. Há boas oportunidades na área de shopping center e logística", disse o executivo.

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