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Abipecs: produção de suínos deve atingir 3,1 mi de toneladas em 2009

Brasília, 09 - O diretor de mercado interno da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Jurandi Soares Machado, estimou hoje que a produção de carne suína deve somar 3,1 milhões de toneladas em 2009. Durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos, ele disse que o objetivo do setor é abrir novos mercados para a carne suína brasileira.

Agência Estado |

Entre esses mercados, ele citou Japão, China e Estados Unidos.

O setor de suínos demanda 11 milhões de toneladas de milho por ano e o de aves, 20 milhões de toneladas. Esses dados serão apresentados aos integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Milho e Sorgo, que se reúne na sexta-feira em Brasília. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.

Desconto

Após participar de reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Rubens Valentini, afirmou hoje que importadores de carne suína do Brasil, como a Rússia e Hong Kong, estão pleiteando descontos nos contratos para compra do produto brasileiro. A justificativa para o pedido é a desvalorização cambial. A Rússia, que é maior importador de carne suína do Brasil, quer renegociar contratos com descontos de até mil dólares por tonelada. No caso de Hong Kong, o pedido é para desconto de US$ 800 por tonelada, disse Valentini.

Ele disse que não há informações sobre a conclusão das negociações entre importadores e exportadores. "Os contratos são fechados pelas empresas, que evitam divulgar esse tipo de informação", disse o representante da suinocultura, que preside a câmara. Valentini lembrou que os estragos provocados pelas enchentes no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, também é uma das preocupações dos suinocultores. O porto é o principal ponto de escoamento das cargas de carne suína.

Embarques

Valentini contou que as cargas programadas para o porto catarinense estão sendo redirecionados para outros portos do Sul do País. "O deslocamento representa gastos, o que torna o produto brasileiro menos competitivo no mercado externo", afirmou. Números da Abipecs mostram queda de 48,6% nos embarques em novembro na comparação com igual período de 2007. Os exportadores lembram que a falta de crédito e o fechamento do Porto de Itajaí justificam o recuo.

Outra preocupação do setor é a oferta de milho em 2009. Ontem, o governo projetou queda de 7,4% na produção de milho na primeira safra. "Essa redução preocupa, apesar do bom nível de estoques", afirmou. Para ele, o volume de produção vai resultar em aumento do preço do milho.

De acordo com participantes da câmara, os setores de aves e suínos demandarão 31 milhões de toneladas de milho. Considerando a demanda de setores industriais, o total cresce para 44 milhões de toneladas. A safra de verão está estimada em 37,02 milhões de toneladas. Além dos estoques, a produção na safrinha vai garantir o abastecimento, argumenta o governo.

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