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Abinee diz que está otimista com eletroeletrônicos em 2009

Apesar de expressar preocupação com a crise financeira global, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) nutre certo otimismo para o setor. A entidade aguarda para este mercado um faturamento 7% superior em 2009, de R$ 132,8 bilhões, fôlego que virá, em parte, da necessidade de as teles cumprirem metas de universalização, além de empreendimentos que requererão equipamentos industriais, de automação e de geração, transmissão e distribuição de energia.

Agência Estado |

Ainda que julgue este avanço satisfatório, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, reconhece que o faturamento da indústria poderia crescer entre 12% e 15% em 2009 se a crise não tivesse se instalado. Mas ele destaca que, mesmo num ambiente turbulento, as receitas do setor equivalerão a 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, com pouca diferença ante a proporção de 4,3% esperada para 2008. "Todo mundo está se cercando de cuidados, mas 2009 não será tão catastrófico para nós como para outros setores", afirmou hoje, em coletiva de imprensa.

De acordo com o representante, o setor contará com o estímulo das licitações de linhas de transmissão, dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de aportes da Petrobras, os quais exigirão a continuidade em equipamentos de infra-estrutura. Ele acredita que a companhia petrolífera executará seus investimentos mesmo com o declínio da cotação do barril de petróleo. "Tirando a exploração da camada pré-sal, que exige volumes muito significativos, pelo menos 70% dos investimentos necessários para atividades de plataforma estão assegurados por recursos próprios da Petrobras. Isso dá alento à automação industrial", acredita Barbato.

Ele complementou que a implantação das redes de telefonia móvel de terceira geração (3G) dá outro estímulo ao setor eletroeletrônico. Ao adquirir as licenças para fornecer a tecnologia, que permite acessar a internet em alta velocidade pelo celular, as teles se comprometeram com o governo a cumprir metas de cobertura. Estas empresa também têm pela frente um cenário mais competitivo com a portabilidade numérica, por meio da qual o usuário de telefones fixos ou móveis podem mudar de operadora sem trocar de número. "As operadoras não poderão parar de investir. E se quiserem incrementar suas receitas, terão de investir em 3G para incentivar o tráfego de dados no celular."

A Abinee aguarda para 2009 estabilidade no número de empregados ante 2008, que devem somar 165,5 mil. Mas prevê um investimento 14% menor, saindo de R$ 6,2 bilhões para R$ 5,3 bilhões. Para Antonio Correia de Lacerda, que dirige a área de economia da associação, os aportes continuam significativos e bem superiores aos R$ 3,4 bilhões desembolsados em 2007. "Se os números de 2009 forem confirmados, traduzirão um salto de 55% sobre os aportes de 2007, um volume expressivo", avaliou.

Ele observou que o setor de eletroeletrônicos precisará contar com um conjunto de medidas que garanta a expansão do PIB, como queda dos juros, manutenção de investimentos públicos, desoneração tributária (inclusive para o consumo) e concessão de crédito.

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