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ABInbev retoma processo para captar 6,36 bi de euros com ações

SÃO PAULO - A Anheuser-Busch InBev (ABInbev) anunciou hoje a retomada da oferta direitos de subscrição de ações que foi suspensa em meados de outubro diante do agravamento da crise financeira internacional. A cervejaria, criada a partir da fusão da Anheuser-Busch com a InBev, venderá 986,109 milhões de ações ao preço de 6,45 euros por papel, um desconto de 68,68% sobre o valor de fechamento na sexta-feira.

Valor Online |

Desta forma, a transação deve movimentar 6,36 bilhões de euros, ou US$ 8,05 bilhões considerando o câmbio de hoje.

Os atuais acionistas da ABInbev terão preferência no aumento de capital, tendo direito a comprar oito ações para cada cinco papéis detidos na data de hoje, 24 de novembro. O prazo máximo para subscrição é 9 de dezembro.

As famílias belgas controladoras, assim como os sócios brasileiros que comandam a companhia (Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, entre outros), vão entrar com 2,8 bilhões de euros na oferta, a fim de assegurar sua posição majoritária. Os belgas vão aportar 1,3 bilhão de euros e os brasileiros 1,5 bilhão de euros. Inicialmente, o grupo controlador previa entrar com apenas 1,2 bilhão de euros.

De qualquer forma, o montante de 2,8 bilhões a ser aplicado é inferior ao que os controladores teriam direito pela sua participação na empresa. Em relação à parcela restante, a idéia é que eles exerçam a subscrição e revendam as ações ao mesmo tempo ao mercado, gerando uma transação com efeito neutro de caixa (considerando os custos de transação). Essas ações serão vendidas ex-direitos de subscrição em uma oferta pública avaliada em 1,2 bilhão de euros, que foi lançada também hoje pelos acionistas belgas. BNP Paribas, Deutsche Bank e JP Morgan coordenam a operação.

A ABInbev usará o dinheiro obtido com a emissão de ações para quitar o empréstimo-ponte de US$ 9,8 bilhões que havia sido tomado pela InBev para pagar os acionistas da Anheuser-Busch, na aquisição de US$ 52 bilhões. Há ainda uma dívida mais longa, de US$ 45 bilhões, que deverá ser paga nos próximos anos.

Apesar de o volume total da emissão ser em US$ 8,05 bilhões de acordo com o câmbio de hoje, a ABInbev informou que fez hedge de moedas para esta oferta (a US$ 1,5409 por euro), o que vai garantir que ela transforme os 6,36 bilhões de euros da emissão nos US$ 9,8 bilhões inicialmente previstos.

(Valor Online, com agências internacionais)

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