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Abimaq: setor de bens de capital tem queda de 35% em novos pedidos

A entrada de novos pedidos para as indústrias do setor de bens de capital - um dos que mais sofrem com a crise econômica - caiu 35% nas três primeiras quinzenas de 2009 ante igual período de 2008, de acordo com o acompanhamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Algumas empresas, principalmente às ligadas a óleo e gás e à Petrobras, ainda mantêm o ritmo de novos pedidos, mas em outras, como nas áreas de açúcar e álcool, cimento, mineração e siderúrgica, a queda é assustadora, disse à Agência Estado o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto.

Agência Estado |

O acompanhamento quinzenal feito pela entidade aponta ainda que a queda no faturamento do setor segue em torno de 14% em relação ao ano passado, como foi apontado em janeiro. Já as demissões somam 8 mil, um recuo de 3,5%.

Aubert voltou a cobrar uma "atitude cirúrgica" do governo federal, com ações pontuais de desoneração tributária de PIS/Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na produção e na compra de matérias-primas.

"Com isso, os nossos preços cairiam de 20% a 25%, já que o Brasil é o único País do mundo que tributa investimentos em bens de capital", afirmou o presidente da Abimaq. Aubert lembrou que as medidas apenas fariam com que os créditos, hoje devolvidos em parcelas desses impostos, fossem trocados por isenções. "Não pedimos para o governo abrir mão da arrecadação, porque PIS/Cofins o governo já dá o crédito em 12 vezes e o ICMS em 48 vezes", disse. "Será um problema de fluxo de caixa e não de arrecadação, mas isso preserva emprego e a massa salarial, que fazem a economia girar", completou.

Aubert criticou a falta de ação do governo em relação às sugestões apresentadas por entidades da indústria de base nas duas reuniões do grupo de acompanhamento da crise. "Há uma lentidão total nas decisões, pois fomos duas vezes às reuniões de acompanhamento, iremos à terceira, no começo de março, mas o governo ouve e não sai nada", disse o presidente da Abimaq.

Além da desoneração tributária dos investimentos, o setor pediu ainda a liberação por quatro meses do uso do cartão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o pagamento e parcelamento de impostos e a autorização para que cada R$ 1,00 emprestado do BNDES pelos bancos, R$ 2,00 do compulsório dos agentes financeiros fossem liberados "o que irrigaria o crédito e baixaria a taxa de juros", concluiu Aubert.

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