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Abiec: exportação de carne bovina cai 13% em volume e 4% em receita

São Paulo, 19 - Dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que as vendas externas de carne bovina do Brasil em dezembro foram de 89,5 mil toneladas, o que representa uma retração de 13% em comparação ao mesmo período de 2007. Os negócios renderam do País uma receita de US$ 315,9 milhões, desempenho 4% inferior ao registrado em dezembro de 2007.

Agência Estado |

Ainda sofrendo os impactos da crise financeira internacional, a Rússia perdeu mais uma posição no ranking dos exportadores no mês passado. Segundo a Abiec, a Venezuela foi o país que mais comprou do Brasil em dezembro, com importações de US$ 57,5 milhões (+316,9%), seguida do Irã, com compras de US$ 28,3 milhões (+126%). Os russos ficaram em terceiro lugar, comprando do Brasil US$ 27,9 milhões em carne bovina no mês passado (-68%).

Com o resultado de dezembro, as exportações brasileira de carne bovina totalizaram 1,38 milhões de toneladas, o que gerou uma receita de US$ 5,32 bilhões para o Brasil em 2008. O desempenho representa uma queda de 14,3% no volume exportado em comparação a 2007, mas um crescimento de 20,36% em receita.

'Ajustes'

De acordo com Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Abiec, o crescimento da receita mostra que a carne brasileira tem qualidade e que, mesmo diante de tantos obstáculos e do aumento de preços, os frigoríficos continuam competitivos. "Mas ainda há a necessidade de fazer alguns ajustes e normalizar os embarques para mercados tradicionais como Chile e União Europeia", disse em nota.

Apesar dos problemas enfrentados pela Rússia desde o agravamento da crise financeira, o país foi o maior cliente dos frigoríficos brasileiros no ano passado. Foram exportadas para o mercado russo US$ 1,43 bilhão, o que representou um crescimento de 47,8% sobre todo ano de 2007. O segundo maior cliente foi a Venezuela, com vendas de US$ 418,3 milhões (+235%), seguida pelo Irã, com exportações de US$ 322,8 milhões (+122%).

A crise mundial foi responsável por um pequeno recuo na receita cambial nos dois últimos meses de 2008. "Não podemos prever até onde vai o reflexo da crise que se iniciou em setembro do ano passado. Por isso temos que apostar na reabertura dos mercados que apresentam alguma restrição", disse Giannetti, referindo-se à União Europeia e Chile.

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