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Abef vê mercado de 300 mil t em acordo de exportação com Índia

Por Camila Moreira SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil anunciou nesta sexta-feira acordo com a Índia para exportar carne de aves in natura, o que pode fazer do país asiático o principal destino do produto brasileiro, com um potencial de vendas iniciais de 300 mil toneladas, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef).

Reuters |

'Num primeiro momento, que isso signifique exportar 300 mil de toneladas, é 10 por cento do que exportamos para o mundo. O embaixador da Índia em São Paulo disse que há condições de ter negócios dessa ordem no primeiro ano e condições de ter uma negociação crescente', afirmou à Reuters o presidente da Abef, Francisco Turra.

'É um grande fato para a gente trabalhar e comemorar. É coisa que mexe muito internamente.'

De acordo com comunicado do Ministério da Agricultura, a única condição imposta é a de que as aves não tenham sido alimentadas com subprodutos derivados de ruminantes e que a sua carne não tenha entrado em contato com a carne, produtos ou subprodutos de suínos ou ruminantes.

'Eles até teriam auto-suficiência, mas estão tendo dificuldades de acompanhar o ritmo de crescimento populacional e de renda, que permite um consumo maior', explicou Turra.

'E a exigência não é difícil de cumprir, não temos gripe aviária, não temos problemas sanitários, está bem a nosso gosto.'

Segundo dados da Abef, a Rússia, maior destino individual para a carne do Brasil em 2007, comprou no ano passado 194 mil toneladas de carne de aves do Brasil.

O Ministério da Agricultura explicou ainda que a decisão da Índia de comprar carne de aves do Brasil foi beneficiada pela recente ocorrência de focos de gripe aviária no país, que nos últimos anos obrigou a Índia a sacrificar mais de um milhão de frangos.

Até o momento, a Índia ocupa a 60a posição na lista de destinos dos produtos brasileiros do agronegócio, com 85,2 por milhões de dólares até junho de 2008, sendo que os principais produtos são os relacionados ao complexo da soja.

A Índia é um país em expansão e participante decisivo das discussões da Organização Mundial de Comércio para a abertura do comércio global.

As negociações da chamada Rodada de Doha fracassaram nesta semana devido às divergências entre o país e os Estados Unidos a respeito de um mecanismo de salvaguardas para proteger pequenos produtores de países em desenvolvimento contra surtos de importação.

'O que é mais significativo não é só pelo número de consumidores, que é de um 1 bilhão de pessoas, mas por (o acordo) ter acontecido após a Rodada de Doha, quando eles criaram uma série de restrições a favor de seus produtores', completou Turra.

'A demanda falou mais alto, é um campo extraordinário para a gente.'

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