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Abef: exportação de frango somou 220 mil toneladas em novembro

Brasília, 02 - O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Francisco Turra, anunciou hoje uma queda nas exportações do produto em novembro. No mês passado, os embarques somaram 220 mil toneladas contra 315 mil toneladas em outubro.

Agência Estado |

A previsão é de que o mês de dezembro repita o desempenho verificado em novembro.

Os principais responsáveis pela queda, segundo a Abef, são a crise financeira mundial e a dificuldade de embarque no porto de Itajaí, em Santa Catarina, que está fechado desde o último dia 21 em virtudes das fortes chuvas que atingiram o Estado. O porto catarinense responde por 45% dos embarques de frango para o exterior. Turra explicou que as cargas estão sendo redirecionadas para outros terminais, o que acarreta um aumento de custos do produto.

Em entrevista coletiva, o presidente da Abef, Francisco Turra, disse que a crise financeira restringiu o crédito nos países importadores, em especial a Rússia, mas há dois aspectos que beneficiam o setor exportador de frango a médio prazo. Segundo ele, pode haver a migração do consumo de carne bovina para a de frango, mais barata. Ele citou também que a valorização do dólar torna o produto brasileiro mais competitivo frente ao frango norte-americano.

2009

O presidente da Abef reviu a projeção da entidade para as exportações do produto em 2009. A entidade estima agora um crescimento de 5% nas vendas, ante os 15% esperados anteriormente. Turra não soube dizer qual é a previsão de receita, alegando que vai depender do comportamento do câmbio. A associação quer investir, segundo Turra, na aquisição de novos mercados para o frango brasileiro, como, por exemplo, a Índia, a China continental, a Indonésia, a Malásia, o México e a Nigéria. "Estes serão os principais alvos no próximo ano", disse Turra, durante entrevista.

O presidente da União Brasileira da Avicultura (UBA), Ariel Mendes, disse que haverá uma diminuição na produção de frango no primeiro trimestre de 2009 e ainda algumas dificuldades até meados do ano. Mas o setor deve retomar a produção no segundo semestre de 2009. Segundo ele, a crise financeira ainda não afetou o mercado interno, a exemplo das exportações. Mendes acha que a queda nas exportações e uma elevação no consumo interno poderão levar a uma redução de 10% no preço do frango para o consumidor brasileiro neste final de ano. Ele pondera, no entanto, não ser possível chegar aos preços de 2006, quando a crise provocada pela gripe aviária no mundo derrubou os preços do produto.

O presidente da Abef disse que há uma queixa geral entre os produtores em relação à dificuldade de obtenção de crédito. "O crédito ficou mais burocratizado e mais caro", afirmou. Devido à escassez de crédito internacional, o setor está buscando financiamento nos bancos internos.

Mendes disse que as medidas adotadas pelo governo ainda não chegaram aos produtores. Ele reclamou especificamente do Banco do Brasil, que, segundo disse, garante ter dinheiro disponível, mas coloca dificuldades para liberar os financiamentos. Uma das principais reclamações é de que o banco quer terras e não aceita frango ou abatedouros como garantia. O setor reivindica ainda um reforço no volume de recursos destinado às linhas de crédito em vigor.

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