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O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antônio França, afirmou hoje que a poupança, em um prazo de dois ou três anos, não deverá dar conta de atender toda a demanda por crédito imobiliário, levando a um desenvolvimento mais acelerado de outras fontes de recursos para o segmento. Segundo ele, o cenário de juros baixos, prazos alongados e crescimento econômico estimula a demanda por crédito imobiliário.

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Apesar de acreditar que, em dois ou três anos, a poupança não será suficiente para atender a demanda por financiamentos de imóveis, França não se arrisca a dizer quando ela perderá a hegemonia como fonte deste tipo de crédito.

Segundo o executivo, a projeção de R$ 50 bilhões em crédito imobiliário com recursos da poupança está mantida, bem como a estimativa de distribuição de R$ 30 bilhões para a compra de imóveis e R$ 20 bilhões para a produção. França destacou que o momento é positivo para o mercado de crédito imobiliário, porque há aumento na confiança dos consumidores.

Ele explicou que desde o ano passado está em curso um fenômeno em que as famílias estão preferindo comprar imóveis financiando a maior parcela do valor. "Antes, os consumidores preferiam poupar a maior parte dos recursos para adquirir uma casa. Agora, financiam cerca de 60% do valor", disse França.

Segundo ele, há casos em que as pessoas, mesmo tendo recursos poupados, escolhem financiar a aquisição do imóvel e manter sua poupança preservada, como alternativa de liquidez. Para ele, a possibilidade de financiar imóveis por prazos de até 30 anos traz maior dinamismo ao mercado.

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