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Abdib: mercado de crédito doméstico sumiu , diz presidente

O presidente da Associação Brasileira de Infra-estrutura de Base (Abdib), Paulo Godoy, afirmou hoje que o grande desafio é garantir crédito para complementar recursos para os projetos de infra-estrutura. Os recursos obtidos pelas empresas no mercado de dívida eram complementados pelo mercado doméstico de crédito, que sumiu, afirmou Godoy.

Agência Estado |

A principal fonte de recursos do mercado de dívida é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo ele. O presidente da Abdib afirmou que grandes corporações que costumavam fazer captações externas de crédito, como a Petrobras, estão agora recorrendo ao mercado interno. Com isso, na opinião dele, o crédito doméstico deixa de ser concedido a empresas de menor porte. "Precisamos de crédito para manter investimentos com custos que permitam que os negócios sejam viáveis", disse. Há cerca de R$ 100 bilhões de contratos de obras de infra-estrutura em andamento e R$ 120 bilhões em petróleo e gás, conforme os cálculos da Abdib.

Durante a abertura do Construbusiness 2008, o presidente da Abdib comentou também que os gargalos de infra-estrutura do País se acumularam porque não foram feitos investimentos no montante necessário. De acordo com Godoy, desde 2003 foram aplicados R$ 7 bilhões por ano em transporte e logística frente à necessidade de R$ 21 bilhões. Em saneamento, enquanto eram necessários R$ 10 bilhões anuais, foram feitos aportes de R$ 3,5 bilhões. Em energia, foram investidos R$ 10 bilhões por ano, metade do que seria necessário, segundo a associação. "Somente no setor de telecomunicações nos aproximamos das necessidades", disse Godoy, sem detalhar o valor.

O dirigente citou, porém, que o total investido em todas essas áreas vem crescendo nos últimos anos. Em 2003 e 2004 foram investidos R$ 65 bilhões em infra-estrutura, em média, por ano. Em 2005 e 2006 o valor anual passou para a casa de R$ 75 bilhões. Em 2007 e 2008, o patamar é de R$ 85 bilhões por ano. "Temos que reconhecer que há uma evolução", afirmou Godoy.

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