RIO - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (12) que a situação na Bolívia, do ponto de vista do abastecimento de gás natural, já está normalizada e que o Brasil recebeu, ao longo do dia, 30 milhões dos 31,7 milhões de metros cúbicos diários de gás que vinha recebendo daquele país, antes do acirramento da crise interna boliviana.

Lobão reafirmou que o governo brasileiro não tem nenhuma queixa em relação à Bolívia, que vem sempre cumprindo o contrato assinado com a Petrobras e que prevê a entrega diária de cerca de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia até 2019.

O problema é da Bolívia, e o nosso governo não tem nenhuma queixa deles, uma vez que os contratos vêm sendo cumpridos, (a crise) é uma questão interna do país. A situação hoje já está normalizada e o fornecimento de gás para o país também. Isto aconteceu mais cedo até do que esperávamos, pois conseguiram colocar a válvula em operação enquanto não se conclui o reparo definitivo, disse Lobão, referindo-se ao gasoduto que transporta o gás da Bolívia para o Brasil.

Questionado sobre os conflitos no país vizinho e a dependência excessiva que o Brasil tem do gás natural boliviano, Lobão ressaltou que nada impede que haja problemas em qualquer parte do mundo.

Sobre o plano de contingência, em caso de acirramento da crise e de novos atentados aos gasodutos, o ministro disse que as térmicas serão as primeiras a terem o fornecimento de gás interrompido.

Se amanhã houver um acidente com o qual não contamos, o plano de contingência prevê que, primeiro, as térmicas passem a funcionar a diesel ou a óleo combustível. Depois será cortado o gás para a indústria, que também terá que substituir o produto pelos derivados do petróleo, disse.

O ministro foi enfático sobre a necessidade de corte. Não há grandes segredos [em relação ao Plano de Contigência]: se faltarem 30 [milhões de metros cúbicos/dia] nós cortaremos 30, se faltarem 15 nós cortaremos 15, resumiu.

O ministro falou sobre a crise boliviana em visita que fez ao complexo das usinas nucleares de Angra dos Reis. Lobão esteve na usina nuclear de Angra 2 e no canteiro de obras de Angra 3.

(Agência Brasil)

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