Abandone os fios para acessar a web Por Jocelyn Auricchio e Juliana Rocha São Paulo, 17 (AE) - Até pouco tempo atrás, ter acesso à rede, tanto em casa quanto no escritório, era duro. Para espalhar a rede pelos ambientes era necessário um esforço hercúleo: se fosse bem feito, o cabeamento custava uma fortuna, por conta da mão de obra e do material.

Uma solução mais econômica enchia o ambiente de canaletas, o que deixava os cômodos feios e bagunçados. E, em ambos os casos, os pontos de rede deveriam ser bem calculados, pois uma mudança posterior causaria o mesmo transtorno.

A solução para essa bagunça é a rede sem fios, também conhecida como Wi-Fi. A idéia é simples e elegante: em vez de brigar por espaço dentro dos conduítes da parede ou embaixo do piso, a idéia é espalhar os sinais pelo ar, em impulsos eletrônicos invisíveis. Hoje em dia, fazer essa mudança do cabo físico para o Wi-Fi é fácil e relativamente barato. Como a velocidade dos dados é muito maior que a da web que chega pelo modem, a qualidade da navegação pela internet é perfeita.

Para se livrar dos cabos de conexão à internet e aproveitar melhor seu notebook, Vitor Leite precisou instalar uma rede Wi-Fi em casa. "Uso o Wi-Fi há dois anos. Não tem mistério. É muito simples configurar, bastou ligar o roteador ao computador de mesa para distribuir o sinal por todos os cômodos", conta o cineasta carioca.

Como prova a experiência de Leite, criar uma rede Wi-Fi não exige habilidades avançadas dos usuários (veja como fazê-lo abaixo). Os cuidados que devem ser tomados se concentram antes do momento da compra do aparelho que transforma o sinal de internet via cabo ou modem em ondas de rádio - o roteador - e na escolha do padrão Wi-Fi a ser usado.

Para efetuar a tradução para ondas de rádio, os roteadores seguem uma série de regras estabelecidas pelo Comitê do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), organização sem fins lucrativos dedicada a estabelecer padrões de conexão entre equipamentos. Atualmente, o padrão mais usado é o 802.11 G.

Criado em 2003, o padrão opera na freqüência de 2,4 GHz, o mesmo usado por telefones sem fio e fornos de microondas. Foi rapidamente adotado pelo mercado por permitir a redução dos custos de fabricação dos roteadores e alcançar velocidades para transferência de dados de até 54 Mbps - quase cinco vezes mais que o padrão anterior o 802.11 B, responsável pela popularização da tecnologia Wi-Fi.

Ambos são "sabores" do 802.11, primeiro protocolo a permitir as conexões sem fio lançado em 1997, e subseqüentes ao padrão experimental 802.11 A. Embora também registrasse velocidades de até 54 Mbps, o 802.11 A operava na freqüência de 5 GHz e era muito instável.

Mas a supremacia do 802.11 G está ameaçada. Sua evolução, o 802.11 N, já está no mercado e é até 11 vezes mais rápida: alcança 600 Mbps.

Uma vantagem do Wi-Fi é que as versões mais novas do sistema funcionam com as redes antigas. Por exemplo, um PC equipado com 802.11 G consegue se conectar a redes do tipo A e B. O mesmo vale para a N, compatível com a G. Em todos os casos, a velocidade máxima obtida será a da rede mais lenta.

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