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Abag: indústria de fertilizantes mantém estoque recorde

São Paulo, 15 - A recente queda dos preços das matérias-primas dos fertilizantes, como amônia e cloreto de potássio, somente será computada pelas empresas brasileiras no próximo ano, quando a indústria retomar as importações. Segundo Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), os estoques atuais de fertilizantes na indústria é o maior da história, atinge 7 milhões de toneladas, volume que corresponde a 30% do consumo anual.

Agência Estado |

Lovatelli fez estas observações ao comentar as críticas feitas por lideranças rurais, principalmente do Mato Grosso, de que as indústrias não estariam dispostas a renegociar os contratos de vendas do insumo, após a queda dos preços internacionais.

Segundo Lovatelli, o fertilizante comercializado e o estocado pela indústria foi produzido com matérias-primas adquiridas a preços mais altos. "A situação não é fácil, as empresas estão sem capital de giro", afirma. Mesmo assim, diz ele, as empresas estão analisando caso a caso as possíveis renegociações. Ele reconheceu que houve uma redução no volume de financiamento das tradings para o plantio da safra não só em função da escassez de crédito, mas também de uma crise de confiança. Lovatelli disse que a situação é mais complicada no Mato Grosso, onde em função da questão logística, "as contas não fecham". Além das dificuldades atuais, ele disse que ainda existe um resíduo de dívidas renegociadas pela indústria em 2004 e 2005. Ele não soube mensurar o montante desta renegociação, que ainda tem parcelas a vencer.

Na opinião de Lovatelli, a safra atual não enfrentará problemas se o câmbio ajudar e os preços se mantiverem nos patamares atuais. Ele prevê que o setor pode voltar a crescer dentro de 6 a 8 meses. Em relação à decisão dos bancos de montadoras de entrar com pedido judicial de arresto das máquinas agrícolas, cujas parcelas não foram pagas em outubro, Lovatelli disse que esta "não foi a melhor decisão". "É como tirar a tesoura do jardineiro", afirmou. Segundo ele, a situação exigiria uma negociação com os produtores para permitir que eles continuassem produzindo.

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