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A. Saudita nega pouca oferta de petróleo

Madri, 3 jul (EFE).- O 19ª Congresso Mundial do Petróleo terminou hoje em Madri com uma sessão protagonizada pela Arábia Saudita, o país com as maiores reservas do mundo, cujo representante negou que a oferta seja pequena.

EFE |

Após quatro dias de intensos debates que envolveram os altos preços do petróleo e as causas de seu encarecimento, Madri passa a vez para Doha (Catar), cidade que em 2011 receberá a 20ª edição do Congresso Mundial do Petróleo.

O mercado se despede da reunião da capital espanhola da mesma forma que a recebeu, com um novo recorde histórico do petróleo Brent, que hoje foi cotado acima de US$ 146 por barril.

Um dos principais oradores no dia de encerramento foi Ali al-Naimi, o ministro do Petróleo e Recursos Minerais da Arábia Saudita, que se uniu aos argumentos dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Naimi reiterou que alguns de seus colegas disseram que a oferta de petróleo é suficiente e a escalada de preços se deve, sobretudo, à especulação pela entrada de fundos de investimento nos mercados de matérias-primas.

O ministro reconheceu que os produtores estão preocupados com os altos preços e confirmou que este mês a produção do país aumentará para 9,7 milhões de barris diários, a maior de sua história.

Além da especulação, mas com uma influência menor na elevação de preços, Naimi enumerou como geradores da escalada do petróleo as tensões geopolíticas, as catástrofes naturais e o "pessimismo" no mercado sobre a capacidade dos produtores de abastecer a demanda.

Por outro lado, afirmou que os limites da provisão do petróleo estão mais relacionados com a política do que com a geologia ou a disponibilidade de recursos.

Para apoiar suas tese, citou estudos que estimam as reservas mundiais entre 5 e 7 trilhões de barris de petróleo recuperáveis, incluídos os crus convencionais e não convencionais, e colocou como exemplo de restrições exploratórias mar adentro (off-shore) a plataforma continental dos Estados unidos, "a área mais promissora" do país.

Todos estes elementos configuram um "tumultuado" começo de século que enfrenta o desafio do aumento da demanda devido ao crescimento da população nos próximos 20 ou 30 anos e das economias emergentes e sua incorporação ao consumo de energia em massa, disse Naimi.

Para superar os obstáculos de acesso às reservas e fazer frente à demanda do futuro, o ministro do Petróleo e Gás da Índia, Shri Srinivasan, pediu que as companhias públicas dos países produtores e as grandes corporações internacionais alcancem acordos baseados na "colaboração ativa e na confiança mútua".

Ao contrário do que ocorria há três décadas, atualmente 80% das reservas mundiais estão nas mãos de companhias nacionais e os 20% restantes são controlados por multinacionais, o que torna a cooperação indispensável, afirmou.

Na mesma linha, o vice-presidente executivo da Chevron, John Watson, reconheceu que nenhuma entidade tem capacidade para fazer por si mesma todos os trabalhos associados ao desenvolvimento de novas jazidas.

No entanto, condicionou o êxito de possíveis acordos à existência de um marco de políticas realistas e sistemas fiscais estáveis a longo prazo.

Watson pediu que os Governos não fechem seus recursos na busca de rendimentos a curto prazo e lamentou que inclusive os EUA caiam "na tentação" de limitar o acesso às reservas.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, também pediu que os EUA permitam o acesso a sua plataforma continental para aumentar a diversificação geográfica da provisão.

O Congresso reuniu mais de 4.300 delegados, 35 ministros, 500 executivos-chefes e presidentes de empresas e 260 companhias presentes na exposição paralela aos debates. EFE.

apc/rb/plc

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