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A nova Alitalia, uma companhia com uma rede reduzida

A nova Alitalia, adquirida em dezembro passado por um consórcio de empresários italianos após verdadeira saga de negociações, que a salvaram da bancarrota, deve decolar oficialmente na terça-feira, após o anúncio de sua fusão com a Air One, segunda maior companhia do país, e de uma redução de sua rede de operações.

AFP |

Criada em 1947, a Alitalia se tornou símbolo do milagre econômico italiano depois da Segunda Guerra Mundial, alcançando o posto, na década de 70, de sétima maior companhia aérea do mundo.

A Alitalia foi adquirida por um grupo de empresários, reunidos sob a sigla Companhia Aérea Italiana (CAI). Ao todo, 49,9% de suas ações pertenciam ao Estado italiano, que assumiu os prejuízos acumulados ao longo dos últimos 15 anos após o fracasso de todos os projetos aventados para recuperá-la.

Participam do consórcio membros da nata da indústria italiana, como Emma Marcegaglia, dono da Bennetton, e Marco Tronchetti Provera, dono da Pirelli e do banco Intesa Sanpaolo.

Os investidores italianos aportaram 1,052 bilhão de euros para adquirir apenas o setor de transporte de passageiros da Alitalia, além de 300 milhões pela Air One, cujo proprietário, Carlo Toto, investiu 60 milhões de euros na nova companhia.

Na véspera de seu renascimento, os novos proprietários da Alitalia assinaram um acordo com a gigante franco-holandesa Air France-KLM, estabelecendo uma aliança internacional entre ambas.

A Air France-KLM controlará 25% do capital da nova Alitalia, aportando 322 milhões de euros.

Após ter demitido mais de 3.000 pessoas como parte de seu processo de enxugamento, a companhia renovada contará com 12.000 funcionários.

A empresa também passará a operar com uma rede de destinos mais limitada, com conexões em 70 pontos - 23 nacionais, 34 internacionais e 13 intercontinentais - e 670 vôos diários, pouco mais da metade dos 1.050 operados no início de 2008 por Alitalia e Air One juntas.

A companhia aérea, que possui 56% do mercado nacional, será presidida por Roberto Colaninno, dono da fábrica de motocicletas Piaggio.

Os vôos internacionais partirão dos aeroportos Roma-Fiumicino e Malpensa, em Milão, de modo a evitar conflitos entre as autoridades regionais.

bur-kv/ap

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