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À espera de decisão do Copom, juros futuros apontam para baixo na BM F

SÃO PAULO - Dando continuidade ao ajuste de baixa que já dura quase três semanas, os contratos de juros futuros voltaram a apontar para baixo nesta quarta-feira, dia de decisão sobre a taxa básica de juros do país. O consenso aponta para estabilidade da Selic em 13,75% ao ano, mas alguns agentes estão apostando além da reunião de hoje, prevendo uma redução de juros no começo de 2009.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, fechou com queda de 0,21 ponto percentual, projetando 12,93%. Já o contrato para janeiro 2011 teve perda de 0,25 ponto, para 13,39%. E janeiro 2012 apontava 13,50%, baixa de 0,17 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava baixa de 0,03 ponto, para 13,42%. E julho de 2009 caiu 0,11 ponto, projetando 13,16%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 801.185 contratos, equivalentes a R$ 74,23 bilhões (US$ 29,89 bilhões), praticamente o dobro do observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 237.980 contratos, equivalentes a R$ 20,92 bilhões (US$ 8,42 bilhões).

Para o economista da Modal Asset Tomás Goulart, está claro que a perspectiva com relação à atividade é de desaceleração mais forte para o ano que vem e, com isso, a tendência seria uma posição baixista para a taxa de juros. Mas, segundo ele, ainda é cedo para estimar cortes na Selic.

Na avaliação do especialista, continua existindo uma dúvida com relação ao impacto da desvalorização cambial sobre os preços. "O que acontece, agora, é uma queima dos estoques, por isso os preços ainda não subiram. Mas acreditamos que a desvalorização do real vai ter efeito forte sobre a inflação", afirma.

Goulart acredita que o Banco Central vai esperar esse movimento de transferência de preço passar para depois começar a reduzir a taxa de juros. "O Banco Central tende a esperar e verificar esse possível choque inflacionário", resume.

Ainda de acordo com o economista, o Banco Central tem ciência que a desaceleração econômica vai ocorrer, mas autoridade monetária deve reunir mais informações antes de mudar sua postura.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou a segunda etapa do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que aconteceu via troca de títulos. Também ocorreu, hoje, operação de troca de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e resgate antecipado de NTN-B.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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