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A crise econômica ameaça a luta contra as doenças de origem animal

A luta contra as doenças animais é uma questão econômica e sanitária preocupante tanto para os países ricos como para os países pobres, mas os meios de luta destes últimos correm o risco de tropeçar na crise econômica, advertiu nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE)

AFP |

"As epizootias como a gripe aviária e principalmente o desenvolvimento sem precedente dos intercâmbios em escala mundial implicam que atualmente um único país possa colocar em perigo o resto do planeta", destacou o diretor-geral da OIE Bernard Vallat em entrevista à imprensa em Paris.

Na Grã-Bretanha, a reintrodução da febre aftosa por meio de uma bandeja de comida que transitou por um aeroporto custou 10 bilhões de libras esterlinas ao governo, recordou.

"É necessário detectar as epizootias cedo porque uma doença pode avançar várias dezenas de quilômetros por dia e seu custo de erradicação é exponencial", destacou Vallat.

Portanto, é do interesse dos países ricos investir nos países pobres para ajudar a erradicar seus focos de contaminação e a adotar medidas preventivas necessárias para garantir uma boa saúde a seus rebanhos.

"Os intercâmbios mundiais vão continuar, apesar da crise, a níveis sem precedentes em relação há dez anos", declarou Vallat.

Entre as ameaças para a segurança alimentar, ele citou o problema extremamente grave da diminuição das populações de abelha, conseqüência direta da globalização.

A diminuição do número de abelhas, que garantem a polinização de inúmeras espécies vegetais, pode levar os países pobres a uma redução da produção agrícola.

Em geral, 75% das doenças emergentes que acometem o homem têm origem animal, e algumas delas, como a febre do vale do Rift, ampliam sua difusão devido ao aquecimento climático.

boc/lm

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