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A crise chega ao Golfo Pérsico

O Banco Central do Kuwait teve de fazer uma intervenção ontem para resgatar um dos maiores bancos do país e disse que estava considerando garantir os depósitos em bancos nacionais - em um dos primeiros sinais concretos que a crise financeira global pode atingir agora a rica região produtora de petróleo do Golfo. Enquanto isso, na Arábia Saudita, o governo disse que iria depositar o equivalente a US$ 2,7 bilhões no Saudi Credit Bank para ajudar pessoas de baixa renda a lidar com suas dificuldades financeiras, informou o jornal Al-Ektisadiya.

Agência Estado |

As duas medidas vieram um dia depois que os ministros das finanças de seis nações do Conselho de Cooperação do Golfo realizaram uma reunião de emergência para assegurar, como eles têm repetido nas últimas semanas, que os bancos da região não enfrentam crise de liquidez.

A decisão do Kuwait de suspender as negociações com as ações do Gulf Bank, entretanto, mostraram um retrato diferente. A medida deu um choque na bolsa de valores nacional, que fechou em queda de quase 3,5% e elevou suas perdas neste ano para mais de 19%.

"A suspensão das ações do Gulf Bank espalharam pânico na bolsa porque o governo tem dito que os bancos estão seguros em relação à crise financeira global", disse o investidor Ahmed al-Fadhli, em uma entrevista por telefone.

O comunicado do banco central informou que as negociações com as ações do Gulf Bank seriam suspensas a partir de uma investigação com negócios de derivativos que causaram perdas. O comunicado da bolsa disse que alguns investidores exigiam que suas perdas fossem cobertas, mas nem o banco central nem o Gulf Bank indicaram o tamanho ou período de tempo em que ocorreram os prejuízos do banco.

Mas um funcionário do banco com acesso a informações estimou que as perdas chegam ao equivalente a US$ 749 milhões. O funcionário falou à reportagem com a condição de que seu nome fosse mantido em sigilo.

Nas últimas semanas, os investidores do Kuwait manifestaram preocupações sobre o mercado. Um corretor iniciou um processo para tentar fechar temporariamente a bolsa, enquanto outros corretores invadiram a bolsa na semana passada, exigindo que o governo interviesse para estancar suas perdas.

O investidor al-Fadhli disse que por volta de 40 corretores saíram da bolsa ontem e foram até o palácio Seif, na área vizinha, pedindo para ver o primeiro-ministro, Sheik Nasser Al Mohammed Al Sabah, para pedir a intervenção governamental.

As notícias sobre o Gulf Bank mais tarde provocaram turbulência em outros países da região. A bolsa de Oman caiu 8,29%, enquanto a do Qatar despencou 9%. O índice Tadawul, da Arábia Saudita, caiu 3,06%, um dia depois de ter desabado em mais de 8%.

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