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880 mil famílias deixaram de comprar alimentos básicos

A inflação registrada nos últimos meses já está afetando os hábitos de compra dos brasileiros. De janeiro a abril, 880 mil domicílios deixaram de comprar pelo menos um produto básico de consumo, de acordo com pesquisa da LatinPanel.

Agência Estado |

 

A alta dos preços, principalmente dos alimentos, levou os consumidores a descartar itens que, nos primeiros quatro meses de 2007, faziam parte da lista de compras da família.

Na cesta de produtos básicos avaliada pela LatinPanel estão itens como leite, pão, farinha, desodorante, margarina e extrato de tomate, entre outros considerados de uso comum. Nos quatro primeiros meses de 2008, o preço médio dessa cesta subiu 9% em relação ao mesmo período do ano passado.

"Com a alta de preços, as famílias deixaram de consumir alguns itens que eram comprados no ano passado", explica Patrícia Berti Menezes, gerente de comunicação e marketing da LatinPanel. "Isso ocorre porque as pessoas estão tendo de reorganizar o orçamento."

Entre os itens que registraram os maiores aumentos no preço médio estão o leite em pó, com alta de 37%, e o óleo vegetal, com 35%. Outros apresentaram queda de preços, como o açúcar, que caiu 28%, e a água mineral, que teve baixa de 11%.

Essa elevação de preços levou as famílias a descartar alguns produtos e, ao mesmo tempo, a gastar mais com outros. Pela pesquisa, os domicílios passaram a desembolsar, em média, 5% a mais com a compra de alimentos e bebidas, enquanto os produtos de higiene pesaram 3% a mais no orçamento.

Já os gastos com os itens de higiene aumentaram 3%. Isso foi suficiente, de acordo com a pesquisa, para que a penetração dos produtos dessa categoria caíssem 2% entre as famílias.

Nos últimos três anos, a renda dos brasileiros melhorou e inchou a classe C, na qual está a maior fatia de consumidores, hoje, cerca de 85 milhões de pessoas. "Com mais dinheiro, o consumidor passa a se dar alguns presentes. Ele compra um creme ou um sabonete mais caro", explica Patrícia. "Mas quando o orçamento aperta, esses também são os primeiros itens cortados." Isso não significa, porém, uma quebra na renda média do brasileiro. Mas sim um ajuste de consumo causado pela inflação.

E essa calibragem é mais importante nas classes mais baixas, que comprometem uma parcela maior do orçamento com produtos básicos. O publicitário Felipe Montibeller, de 24 anos, é um exemplo. "Deixei de comprar carne bovina e passei a procurar pelo frango", diz.

Das 65 categorias de produtos monitoradas pela LatinPanel - o que inclui itens básicos e não básicos -, os preços em 30 categorias subiram mais que a inflação.

A pressão sobre a classe D/E foi ainda maior. Segundo a pesquisa, ela enfrentou aumentos acima da inflação em 34 categorias de produtos. "As categorias são as mesmas para todos, mas as classes baixas são mais atingidas, porque compram em mercados menores, pagando mais", diz Patrícia." As informações são do Jornal da Tarde/Seu Bolso

*C/ Marcos Burghi

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