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70% da indústria opera abaixo do nível pré-crise

Em relatório, Ipea diz que crise no setor foi mais conjuntural que estrutural

Klinger Portella, iG São Paulo |

A indústria foi o setor brasileiro mais atingido pela crise mundial, estourada em meados de setembro de 2008. A recuperação da produção física do setor, entretanto, mostra que o País já superou a maior turbulência econômica dos últimos 80 anos, a ponto de a economia ver reaceso o temor da inflação. Entretanto, segundo dados da oitava edição do Radar Econômico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgados nesta quarta-feira, dois terços dos subsetores da indústria ainda não retomaram os níveis pré-crise.

Com base nos dados da Produção Industrial Mensal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento aponta que dos 85 subsetores da indústria, 27 ultrapassaram o pico do nível pré-crise, enquanto 58 ainda estão abaixo.O destaque da recuperação é o subsetor álcool, que saltou de 187,9 pontos no nível pré-crise para 349,8 pontos no mês de março de 2010.

Na avaliação do Ipea, a retomada da indústria se concentra em subsetores fornecedores da construção civil (leve e pesada), alimentos e bebidas, bens de consumo duráveis (como eletrodomésticos e mobiliário), embalagens, têxtil, fabricação de caminhões e ônibus, e celulose e papel.

“Entre os subsetores que ainda acusavam em março perda maior que 30% de produção sobre o nível de setembro de 2008, há poucos e de escassa capacidade de dinâmica intersetorial”, diz o Ipea.

Os subsetores cuja produção está entre 0% e 30% abaixo do nível pré-crise respondem por mais de 50% do peso da industria geral. “Encontram-se neste grupo diversos subsetores ligados a siderurgia, bens de capital, confecção, insumos industriais (como químicos, resinas, fios e cabos, plásticos, refino de petróleo) e alguns subsetores ligados à agropecuária.”

Segundo o Ipea, a rápida recuperação levanta dúvidas quanto à sustentabilidade do crescimento no futuro próximo. “Apenas alguns subsetores, para cujo desempenho o consumo interno parece ter sido o grande responsável, superaram os níveis pré-crise”, aponta o instituto. “Esta rápida recuperação indica que a crise foi mais conjuntural que estrutural”, completa.

Perdas e ganhos

Veja os subsetores que mais ganharam e os que mais perderam com a crise na indústria

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Fonte: Ipea
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