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45 empresas perderam 80% do valor em 2008

A forte turbulência que sacudiu o mundo no ano passado derreteu o valor de mercado das empresas negociadas nas bolsas de valores. Um levantamento feito pela Economática, com 1.

Agência Estado |

888 companhias da América Latina e Estados Unidos, mostra que 122 empresas tiveram quedas superiores a 80% entre 31 de dezembro de 2007 e 31 de dezembro de 2008. No total, o valor do grupo de empresas despencou de US$ 978,6 bilhões para US$ 115,6 bilhões - queda de 88,2%.

No Brasil, 45 das 357 companhias analisadas tiveram o valor de mercado reduzido em mais de 80%. No fim de 2007, o acumulado dessas companhias era de US$ 59,7 bilhões ante US$ 7,7 bilhões, de dezembro de 2008 - um recuo de 87,1%. A campeã em perdas foi a Agrenco, com 98,3% de queda do valor de mercado, de US$ 836,7 milhões para US$ 14,5 milhões. Nesse caso, no entanto, a crise foi um ingrediente a mais no processo de desvalorização nos papéis da empresa.

Em junho do ano passado, três acionistas e executivos da Agrenco foram presos na Operação Influenza, da Polícia Federal (PF), acusados de estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e lavagem de ativos. Isso ocorreu apenas oito meses depois de a empresa ter lançado suas ações no BM&F Bovespa e captado R$ 666 milhões. Além do escândalo, a gestão da empresa também se mostrou bastante deficiente, afirmam analistas do mercado.

A segunda maior queda entre as empresas brasileiras ficou com a Laep (Parmalat) e a terceira com a MMX. O valor de mercado das duas empresas recuou 95,8% e 95,5%, respectivamente (ver quadro). No caso da MMX, a empresa afirma que a forte desvalorização - de US$ 8,082 bilhões para US$ 361 milhões - foi provocada pela venda de dois ativos: os Sistemas Amapá e Minas-Rio. O valor dos negócios somou US$ 5,5 bilhões e foram embolsados pelos acionistas.

"As maiores quedas no valor de mercado de empresas negociadas na bolsa brasileira resultaram de uma série de fatores, como problemas de governança, questões societárias e escassez de crédito desencadeada pela crise", explicou o analista da Paraty Investimentos, Alexandre Caldas.

A redução da liquidez pegou em cheio as empresas do setor imobiliário. Segundo o levantamento da Economática, Abyara e InPar tiveram, respectivamente, a quarta e quinta pior queda no valor de mercado entre as empresas negociadas no Brasil. Na Abyara, o valor caiu de US$ 624,4 milhões para US$ 32,9 milhões. Já na InPar, a queda foi de US$ 1,031 bilhão para US$ 67 milhões.

Além da falta de crédito, outra explicação para o péssimo desempenho dessas empresas durante a crise é o fato de elas serem estreantes na bolsa de valores. A maioria lançou ações no mercado a partir de 2006 e foi alvo dos estrangeiros em busca de altos rendimentos. Na média, a participação desses investidores nos IPOs (Oferta Pública Inicial) esteve em torno de 70%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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