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33 países já têm metas de corte de CO2 para negociar em 2009

Às vésperas do fim da 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 14) em Poznan, na Polônia, pelo menos 33 dos 39 países que devem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa após Kyoto apresentaram, à imprensa ou nos bastidores, propostas de corte. A lista inclui os 27 membros da União Européia, Noruega e Suíça, elogiados pela comunidade internacional, mas também os vilões Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.

Agência Estado |

Mais ou menos ambiciosas, as propostas devem ser levadas às mesas de negociação a partir de março de 2009.

O grupo de países que precisa apresentar propostas de corte integra o chamado Anexo 1 do Protocolo de Kyoto e é formado por 30 países filiados à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE) e por membros do extinto bloco socialista. Parte dos planos foi evocada pelo secretário-executivo do Painel do Clima das Nações Unidas, o holandês Yvo de Boer, em seu discurso de abertura das reuniões de alto nível - as realizadas com ministros de Meio Ambiente -, ontem, em Poznan.

"Segunda-feira, a Austrália anunciará suas metas para cortes de gases-estufa. Barack Obama, presidente eleito dos EUA, quer retornar em 2020 aos níveis de 1990. A UE nos assegura que reduzirá até 30%, o Reino Unido se comprometeu a reduzir 26% e a Suécia discute a redução de 35%."

SATISFAÇÃO

"Nós acordamos que até o final de março os países desenvolvidos deverão apresentar suas metas numéricas de cortes", confirmou o comissário europeu de Meio Ambiente, Stavros Dimas. "Creio que em junho, em Bonn, na Alemanha, todas as propostas já vão estar sobre a mesa", avaliou Luiz Alberto Figueiredo, chefe da delegação do Brasil na Polônia.

A aparente indefinição sobre metas vinha alimentando mal-estar em Poznan na primeira semana de negociações, mas nos últimos dias delegados de vários países elogiaram as negociações. "Muitos esperavam um acordo sobre tudo em Poznan. Não é esse o objetivo", disse ao Estado o chefe da delegação da UE, Brice Lalonde. Acertos importantes, como a inclusão do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) - que interessa ao Brasil - no futuro acordo do clima, e avanços na criação do Fundo de Adaptação vêm sendo enaltecidos.

"Considerando que Poznan é um evento intermediário entre Bali e Copenhague e que chegamos aqui sabendo que nenhuma decisão final seria tomada, estou muito satisfeito", avaliou Figueiredo. "Para o Brasil tudo está andando exatamente como esperávamos."

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