Parar em seu destino final, ver quanto custou a corrida e retirar a carteira para pagar o taxista são práticas que podem estar com os dias contados. Números do Sindicato dos Taxistas de São Paulo (ATSP) mostram que aproximadamente 3 mil táxis da capital já são equipados com máquinas de cartões de crédito ou débito, o que corresponde a 10% da frota.

Além disso, aumentou em 70% o uso do sistema de pagamento por meio do celular - atualmente há 3 mil veículos. E outras tecnologias começam a ganhar espaço, como o sistema pré-pago.

A cooperativa Ouro Táxi, de São Paulo, foi uma das primeiras a implantar métodos alternativos de pagamento. Todos os 220 veículos da frota têm máquinas de cartões de crédito e débito e, nos próximos meses, deve ser instalado o sistema de pagamento por celular. Segundo o diretor de Relações Públicas, Adaílton Santos, as novidades aumentaram a clientela fixa em 30%. "Ganhamos muitos clientes à noite, já que muitas pessoas deixam de pegar táxi porque não ficam com dinheiro vivo."

O pagamento por celular já foi adotado por 3 mil táxis de São Paulo e por outros 5 mil no resto do País. É mais voltado para as empresas que têm convênios com cooperativas de táxi, em substituição aos boletos bancários. Quando a corrida termina, o passageiro envia uma mensagem de celular para a central do serviço com o prefixo do táxi, uma senha e o valor da corrida. Se aprovada, outra mensagem instantânea vai para o taxista, encerrando o processo. O dinheiro é depois repassado ao motorista pela cooperativa. A taxa é de 4% do valor da corrida.

Outra novidade é o Vale-Fácil, sistema parecido com o dos celulares pré-pagos. Os passageiros fazem um cadastro na cooperativa e compram créditos, que serão debitados com as corridas. Na hora de pedir um táxi, as pessoas informam o local onde estão e para onde vão, e os operadores verificam se o usuário tem crédito suficiente. No final das corridas, os passageiros digitam em uma máquina o CPF e uma senha para permitir o débito.

Esse serviço já representa 60% das viagens do taxista Fiore Tadeu Marchesano, que gasta por mês R$ 100 para usar o sistema. Na profissão desde 1976, ele já foi assaltado três vezes e diz que a segurança é o principal benefício do Vale-Fácil, já que fica sem grandes quantias no carro. Além disso, como todo o trajeto de uma corrida fica registrado no GPS, é mais fácil se defender de queixas no Departamento de Transporte Público (DTP). "Alguns passageiros reclamavam no DTP que damos voltas a mais e não tínhamos como nos defender. Agora está tudo documentado."

Algumas dessas tecnologias serão apresentadas hoje e amanhã na 1ª Táxi Point, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Também estarão à mostra táxis antigos e novidades de segurança, para o transporte de deficientes físicos e para dar conforto aos passageiros, como aparelhos de DVD, frigobar e internet banda larga.

A Secretaria Municipal dos Transportes renovou até 31 de março de 2009 a autorização para que táxis possam circular em nove corredores de ônibus de São Paulo, quando estiverem com passageiros. Os carros de passeio também continuarão a poder usar os corredores nos fins de semana, nos feriados e nas madrugadas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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