Análise prévia do Produto Interno Bruto aponta que o setor agropecuário e o da construção civil influenciaram a alta do indicador para o mês de agosto

Brasil Econômico

Monitor do PIB, da FGV, aponta para recuperação gradual da economia brasileira
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Monitor do PIB, da FGV, aponta para recuperação gradual da economia brasileira


Dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio de seu Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), apontam que o crescimento econômico no mês de agosto foi de 0,2%, ao ser comparado com o indicador do mês de julho.

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Segundo a FGV, no trimestre móvel, que foi encerrado no mês de agosto, o indicador de crescimento econômico teve alta de 0,6% ao ser comparado com o trimestre imediatamente anterior, de acordo com a série ajustada sazonalmente.

Foi apurado que, nas duas comparações os resultados foram positivos, representando assim a terceira variação positiva do indicador medido pela Fundação. Em valores reais, no acumulado do ano até o mês de agosto, o PIB chegou à cifra de R$ 4,368 trilhões.

Análise do coordenador do Monitor PIB-FGV, Caludio Considera, indicou que a agropecuária e a construção civil foram responsáveis pela alta do indicador no período analisado.  “Não só ao bom desempenho da agropecuária, mas também de segmentos que, apesar de ainda continuarem em níveis muito baixos, já começaram a mostrar sinais de melhora”. Segundo o economista, este é o caso da construção civil e o da formação bruta de capital fixo “que são fundamentais para uma recuperação mais consistente da economia, a médio e longo prazo”, disse ele.

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Comparação anual

Na comparação com o mesmo período do ano anterior – agosto de 2016 –, o PIB apresentou crescimento de 1,1%, no trimestre móvel encerrado no oitavo mês do ano. Os destaques foram os desempenhos da agropecuária, que apresentou alta de 12%, da indústria extrativa mineral, com alta de 3,5%, da indústria de transformação, que apreseentou incremento na orde de 1,9%, do comércio, com alta de 3,5% e dos transportes, que variou positivamente em 2,9%.

Apesar da tendência ascendente, a construção ainda se encontra em retração, ao ter apresentado queda significativa de 6%, segundo os dados do Monitor do PIB, da FGV. Já os serviços de informação apresentaram taxas mais negativas desde o trimestre findo em maio de 2017, chegando a 3,6% no trimestre encerado em agosto. Já na com o mesmo mês do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 2% no mês de agosto, o quarto mês positivo consecutivo.

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