Mercado de Bens Finais passou do saldo negativo de 0,08% para o positivo 0,25%; Alimentos in natura foi o que mais contribuiu com a alta; veja

Brasil Econômico

Nesta quarta-feira (11), foi divulgado o Índice Geral de Preços – Mercado ( IGP-M ) e de acordo com o indicador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas, houve variação de 0,32% no primeiro decêndio de outubro, que diz respeito ao intervalo entre os dias 21 e 30 de setembro.

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Inflação medida pelo indicador da FGV ficou em 7,8% no ano passado, índice menor ao registrado em 2015, que foi superior a 10%
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Inflação medida pelo indicador da FGV ficou em 7,8% no ano passado, índice menor ao registrado em 2015, que foi superior a 10%

Em relação ao mesmo período do mês anterior, a variação foi de 0,34%. O Ibre ainda destaca que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) obteve a marca de 0,42% no mesmo período. Em relação ao igual intervalo de setembro, a variação foi de 0,55%.

Em relação ao mercado de bens finais, a taxa passou do saldo negativo de 0,08% para o positivo 0,25%. A subcategoria alimentos in natura foi a que mais contribuiu pela alta, uma vez que passou da baixa de 3,92% para o também negativo, 1,26%.

Os bens intermediários também registrou crescimento, pois variou 1,10%, ante 0,01%. Neste quesito, o Ibre avalia que o subgrupo materiais e componentes para a manufatura foi o principal responsável pela alta, pois passou da negativa de 0,73% para 1,19% positivo.

Em contrapartida, matérias-primas brutas veio com baixa. No mês anterior a variação de 2% passou para a negativa de 0,17%. Minério de ferro também apresentou forte recuo no balanço; se antes a taxa do subgrupo era de 12,84%, no último levantamento a marca foi para a baixa de 2,53%.

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Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

Segundo o balanço, o IPC teve variação de 0,17%, no primeiro decêndio de outubro, sendo que no mesmo intervalo do mês anterior, a marca era negativa, de 0,12%.

Sete das oito categorias apuradas apresentaram alta, principalmente o grupo alimentação, que passou da negativa de 0,92% para a também baixa de 0,14%. “Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de menos 12,14% para menos 1,04%”, destaca a entidade.

Entre os grupos que também tiveram crescimento nas taxas foi o grupo vestuário, que passou de 0,25% para 1,18% e habitação, que apresentou menos 0,05%, ante menos 0,12%, no mês anterior.  E os itens que se destacam nas categorias é roupa, que foi de 0,06% para 1,56% e gás de bujão, que subiu da negativa de 0,28% para a taxa positiva de 3,29%.

Por outro lado, transportes apresentou recuo em sua taxa de variação, mesmo com a alta de 0,49%, no balanço anterior o seu índice era de 0,73%. E o item tarifa de ônibus urbano é o que mais justifica o índice, segundo o Instituto, pois passou de 0,79% para menos 0,15%.

O Ibre também apontou a variação de 0,06% no índice Nacional de Custo da Construção (INCC) no primeiro decêndio de outubro. Vale destacar que no período anterior, a taxa foi de variação foi de 0,19%. O subgrupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,04%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,34%.

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