Diversificar a carteira de investimentos é uma boa opção para quem deseja garantir os rendimentos de suas receitas
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Diversificar a carteira de investimentos é uma boa opção para quem deseja garantir os rendimentos de suas receitas

Guardar dinheiro é uma tarefa difícil para muitas pessoas. Fazer investimentos, para elas, parece algo distente, pois nunca conseguem ter receitas em mãos para fazer os valores gerarem algum tipo de rendimento.

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Se você se encaixa neste quadro, saiba que fazer investimentos não é a coisa mais difícil do mundo. No entanto, não basta apenas se organizar e guardar uma pequena parcela mensalmente para que você tenha retorno financeiro. Este, na verdade, é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada, segundo a economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti.

Segundo a especialista, também é necessário acompanhar seu investimento. Na prática, isso significa ficar de olho nas mudanças para entender suas taxas e rentabilidade, assegurando que está investindo no lugar certo. Além disso, deve-se ter claro o objetivo dessa economia. Pensando em facilitar esse entendimento, o SPC Brasil listou seis regras de ouro para guardar e investir seu dinheiro. Confira:

1) Reorganize seu orçamento

Antes de tudo, saiba quanto você pode guardar todo mês. Para isso, levante seus gastos e despesas e veja o quanto sobra. Nosso Simulador Diagnóstico Financeiro ajuda nesta tarefa. É preciso se organizar financeiramente para conseguir juntar uma reserva, o que inclui rever certos hábitos e repensar prioridades. Feito isso, reserve o que pode ser direcionado para o investimento e programe a retirada automática do valor da sua conta, preferencialmente assim que receber o dinheiro.

2) Entenda seu objetivo

É preciso que um investimento três objetivos: imprevistos, sonhos e aposentadoria. É importante fazer essa distinção porque o objetivo do seu investimento influencia no tipo de investimento que fará. Por exemplo, um dinheiro guardado para imprevistos deve poder ser acessado facilmente. Um montante destinado à aposentadoria, por outro lado, é algo de longo prazo, que será retirado em mais de dez anos. Procure opções adequadas a cada um deles.

3) Nivele sua disposição ao risco

É importante entender o quanto está disposto a correr riscos ao escolher sua aplicação. Pensando nisso, criou-se na economia uma divisão em três perfis: conservador, moderado, arrojado. Não existe um perfil melhor do que outro, eles existem apenas para que o poupador entenda se o risco da aplicação é adequado a sua situação financeira e personalidade.

Um perfil arrojado, como o próprio nome já diz, prefere arriscar em um investimento de maior rentabilidade, porém volátil, ou seja, cujo valor pode variar bastante, para mais ou para menos. O conservador, por sua vez, mantém seu investimento em algo que embora não renda tanto, possui retorno mais seguro e garantido. Há ainda o perfil moderado que, embora priorize a segurança de um investimento, mantém também espaço para arriscar um pouco mais.

 4) Diversifique e acompanhe sua carteira

“Costumamos aconselhar as pessoas a nunca colocar todos os seus ovos em uma única cesta. Isso significa colocar seu dinheiro em mais de um tipo de investimento para aproveitar as vantagens de cada um deles. Essa composição de diferentes tipos de investimentos é o que os economistas chamam de carteira”, explica Marcela.

Portanto, periodicamente, acompanhe, reavalie e, se necessário, realoque a sua reserva em diferentes lugares. Fique de olho em como andam as taxas de juros de um investimento e sua rentabilidade, fazendo mudanças se necessário. Além disso, caso resolva mudar o tipo de investimento, não se esqueça de levar em conta eventuais taxas e pagamento de impostos.

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5) Esteja atento

Procure por informações e novidades em relação aos investimentos disponíveis. Para isso é fundamental acompanhar o cenário político e econômico do país. “Alguns investimentos se tornam mais ou menos vantajosos de acordo com a conjuntura e mudanças nas variáveis econômicas”, diz a economista. Para saber analisar tais mudanças, no entanto, é preciso primeiro entender sobre seu investimento.

Disponha-se a aprender sobre o investimento para o qual está transferindo o seu dinheiro. Sites específicos de finanças pessoais são um bom começo. “Além disso, busque informações sobre o investimento no próprio site do banco e da corretora”, aconselha Marcela. E, se tiver dúvidas adicionais, não tenha cerimônia em perguntar ao seu gerente ou ao funcionário da corretora.

6) Respeite o tempo

Tempo e os juros compostos devem ser usados a seu favor. Em um mês rende pouco, mas no longo prazo, rende bastante. Por isso é tão importante ter determinação, paciência e disciplina, para poupar e fazer os depósitos mensalmente. Com o tempo, a quantia vai crescer e se tornará significativa.

Previdência privada

Uma opção de investimento amplamente utilizada no Brasil é a previdência privada. São cerca de 15 milhões de brasileiros que pagam a aposentadoria sem vínculo com o sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar disso, grande parte delas comete muitos erros. Se você quer fazer este tipo de investimento, saiba o que evitar, de acordo com o educador financeiro do Blog de Valor, André Bona:

1) Desconhecer o funcionamento

Esse é um erro causado pela falta de informação. Por se tratar de um tipo de investimento onde o proprietário inicialmente deposita periodicamente uma determinada quantia, com o objetivo de receber, no longo prazo, um valor mensal em dinheiro, pode-se entendê-lo de diferentes maneiras, seja como um complemento da renda obtida na previdência social do governo ou como a fonte de recursos principal de um indivíduo. 

2) Não saber sobre plano e tributação 

Dois tipos de planos integram esta previdência: o Programa Garantidor de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Garantidor de Benefícios Livres (VGBL), assim como na tributação, que se divide em regressiva e progressiva. A maioria das pessoas desconhece o plano o qual desejam ingressar, o que deixa para o gerente do banco, as decisões acerca da escolha. Deve-se ter em mente que esses conceitos impactam significantemente a rentabilidade da sua aplicação, e por isso manter-se bem informado  se faz necessário.

3) Desconsiderar as taxas cobradas

Outro problema encontrado na hora de contratar um dos planos é não saber as taxas que serão cobradas por bancos ou seguradoras. Isso acontece principalmente pelas diferenças percentuais das mesmas, que podem ser consideradas menores aos olhos de investidores inexperientes. Entretanto, com o passar do tempo, essa pequena diferença pode se transformar em um montante de dinheiro, o que evidencia ainda mais a importância de uma pesquisa aprofundada para que a instituição financeira ideal e as taxas corretas sejam selecionadas. 

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4) Não verificar o rendimento

Bona também aponta a falta de acompanhamento em relação à rentabilidade obtida pela aplicação em determinado período como um dos principais erros. A previdência privada é uma espécie de investimento, e como tal, deve ser gerenciada pelo seu proprietário ou por um assessor particular. Com a instabilidade do mercado, que sofre mutações que podem tornar os investimentos inviáveis, é necessário estar atento aos rendimentos e às vantagens.

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