A tecnologia usada não aprendeu tudo do nada. Desde o início foi equipada com um dicionário visual de todos os sprites do jogo; confira

Brasil Econômico

Existem muitas empresas de videogames, que vão desde nomes consagrados nesta indústria até desenvolvedores independentes. Quando parece que toda a capacidade de criar  jofos para videogame foi usada, eis que pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Georgia introduzem um desenvolvedor totalmente novo, o primeiro de seu tipo. Em uma publicação online, o time de Georgia mostrou como a Inteligência Artificial (IA) pode ser usada para criação de games.

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Inteligência Artificial aprendeu a fazer jogo apenas assistindo milhares de quadros e pixels de jogabilidade
Nintendo/Reprodução
Inteligência Artificial aprendeu a fazer jogo apenas assistindo milhares de quadros e pixels de jogabilidade

Sendo mais específico, a tecnologia pode refazer um game: o grupo recriou dois clássicos com a Inteligência Artificial , “ Super Mario Bros ” e “ Mega Man ”, apenas assistindo os títulos serem jogados. Enquanto a IA do Instituto ainda não recriou versões maduras e finalizadas, a experiência demonstrou que a tecnologia pode aprender a engenharia por trás desses jogos. Essa habilidade de recriar o que vê, faz com que a tecnologia seja diferente daquela usada para jogar, como a da DeepMind usada no jogo chinês Go, os sistemas que jogam “Atari” e “StarCraft II” e o jogador de “Dota” de Elon Musk.

Tem, com certeza, limitações a considerar (nós não queremos prometer tudo). A tecnologia usada não aprendeu tudo do nada. Desde o início foi equipada com um dicionário visual de todos os sprites do jogo, como também um conjunto de conceitos básicos – posição e a velocidade dos objetos – para analisar o que veria.

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Gameplay

“Neste trabalho apresentamos uma abordagem inovadora para aprender um modelo de simulação direta através de pesquisa simples sobre a entrada de pixels” escreveram os pesquisadores. Simplificando, a IA aprendeu a fazer o jogo apenas assistindo milhares de quadros e pixels de jogabilidade, o que envolveu observar mudanças de um quadro para outro para estabelecer um link de causa e efeito. Eventualmente, a IA aprendeu o suficiente para construir regras pequenas, que ajudaram na aproximação suficiente da engenharia do jogo para recriá-lo.

“Para cada quadro de vídeo nós desenvolvemos um analisador que atravessa e coleta os fatos, como em que estado de animação Mario está, ou a que velocidades as coisas estão se movendo”, contou o líder da pesquisa, Matthew Guzdial ao portal online de notícias, The Verge. “Então, imagine um caso em que Mario está em cima de um Goomba em um quadro, e então no próximo quadro o Goomba se foi. A partir disso, surge a regra de que, quando Mario está em cima do Goomba e sua velocidade é negativa, o Goomba desaparece”. (Para quem não é familiarizado com o game, Goombas são cogumelos inimigos do personagem).

Enquanto a recreação resultante é ainda a melhor já desenvolvida, o mecanismo subjacente empregado por esta Inteligência Artificial da Georgia poderia realmente ter aplicações úteis no mundo real. Como os pesquisadores escreveram , “agentes inteligentes precisam ser capazes de fazer previsões sobre seu meio ambiente”. Poderia ser útil nos sistemas autônomos utilizados na tecnologia de veículos auto-dirigidos, por exemplo. A tecnologia também pode ser útil em ajudar o ser humano. O que levaria tempo e muito trabalho, obviamente, mas talvez a recriação de jogos 2D seja um pequeno passo para a direção certa.

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*Com tradução de futurism.com

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